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domingo, 5 de julho de 2026

Ribatejo Fica em Ti

 


O Jornal Online Opção Turismo divulgou a iniciativa para a divulgação da região do Ribatejo. Mesmo sendo um leigo nas técnicas de campanhas turísticas, eu devo reconhecer um enorme talento à agência de comunicação New Light Pictures, nas pesquisa  que teve de efectuar para ligar os objectivos da campanha ao público-alvo.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo lançou uma nova campanha de comunicação dedicada ao Ribatejo, com o objetivo de reforçar a notoriedade do destino junto do mercado nacional e incentivar o crescimento da procura turística. Sob o slogan Ribatejo fica em ti”, a iniciativa procura destacar a autenticidade da região através de uma abordagem centrada nas emoções e nas experiências proporcionadas aos visitantes.

Concebida pela agência New Light Pictures, a campanha é protagonizada por uma mulher e o seu cão, que percorrem o Ribatejo numa viagem sem destino definido.”

Dados estatísticos

Cerca de 66% dos portugueses passam férias, na sua maioria em destinos nacionais.

Em 2 milhões de lares portugueses (54% a 60%) reside pelo menos um animal de estimação.

A nível europeu, Portugal destaca-se com 39% das habitações a incluir um cão, sendo um dos países com maior ligação a animais de companhia. (Fonte: Idealista)

Segundo a Nielsen , existe uma forte ligação emocional, 47% dos inquiridos considera o cão como um membro da família.
A GFK )  explica que esta tendência deve-se às alterações dos núcleos familiares, bem como à evidência de que os animais de estimação contribuem para o bem-estar físico e psicológico dos “donos”.

Alojamento

Na definição da estratégia, certamente que a agência tem uma ideia de quantos estabelecimentos de alojamento aceitam animais.

A Booking apresenta cerca de 1280 meios de alojamento no Ribatejo sendo que 150 serão hoteis e apartamentos.

Por enquanto os exploradores dos meios de alojamento são livres de decidir se aceitam ou não animais. Há estabelecimentos que não os aceitam por vários motivos, desde alergias, dificuldade em contratar pessoas para limpezas, e muitas outras.

Os que aceitam, quais as limitações? E penso que já está ultrapassada a ideia de canil no hotel, dada a forte ligação pessoa-animal.

  • Quais os animais aceites: cães, gatos ou outras espécies? (Há quem tenha rastejantes como animais de estimação)

  • Existe um limite de peso para o animal de estimação?

  • Custos adicionais: se há taxa extra por noite ou para limpeza.

  • Comodidades: se o espaço providencia camas, comedouros ou áreas verdes.     O Ribatejo tem tanto para ver


terça-feira, 30 de junho de 2026

Amanhã pensamos nos efeitos

 Termina brevemente a participação pública no Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER)

Olhamos para as nossas planícies e encostas e, onde antes vibrava a harmonia da natureza, estendem-se agora mares de espelhos reflectores.  
Sob o pretexto de salvar o planeta, assistimos à fragmentação de ecossistemas inteiros. A fauna local, desde as aves  aos pequenos mamíferos que habitam o solo, vê as suas rotas cortadas e os seus habitats desfeitos por vedações e estacas de metal.
A urgência climática não pode justificar a criação de novas cicatrizes. Rasgar a paisagem com megaparques fotovoltaicos introduz também riscos que ignoramos levianamente. 
*O reflexo inesperado e intenso destes imensos tabuleiros de vidro pode transformar-se num perigo real de encandeamento, comprometendo a segurança de quem apenas tenta regressar a casa. 
* Deixa de haver solos permeáveis, aumentando assim o risco de cheias.
*A preparação de  terrenos para a instalação dos painéis adultera os lençois freáticos.
*A alteração drástica do microclima local e a perda visual da nossa identidade natural trazem uma sensação de desassossego e saturação, afetando o bem-estar e a saúde mental das comunidades que sempre viveram em comunhão com o horizonte.

Mas há um caminho assente na esperança. Mudar de rumo não significa desistir do futuro; significa desenhá-lo com inteligência e respeito.
A verdadeira energia limpa não precisa de competir com a biodiversidade. 
A solução está mesmo por cima de nós, dependente de sábias decisões. Imagine-se cada fábrica, cada grande superfície, hospital ou hotel a transformar o seu próprio telhado e terrenos anexos numa central geradora de eletricidade. O sol que hoje bate no asfalto e no betão pode ser captado ali mesmo, sem deitar abaixo uma única árvore, sem afugentar nenhuma espécie, e sem criar clarões perigosos nas bermas das autoestradas.
Esta transição descentralizada ganha força quando as pessoas são chamadas a intervir.
 Ao apoiar os pequenos empresários e as famílias , com vantagens fiscais e crédito sem juros, devolvemos a autonomia a quem move o país. O futuro que queremos construir não é feito de campos industriais áridos disfarçados de verdes; é feito de telhados vivos, vilas auto-suficientes e cidadãos livres. Podemos ter uma energia profundamente limpa e, ao mesmo tempo, manter intactos os nossos horizontes, as nossas florestas e a segurança de quem viaja. O amanhã pode ser luminoso, sem nunca apagar a vida da nossa terra.
A nível técnico, qual o destino dos painéis no fim de vida útil (20 ou 30 anos)? Continuaremos a usuifruir da Natureza?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O Ecranismo e a Morte da Cortesia: Quando a Beata Cai Antes do Raciocínio

(Artigo escrito por IA)

 Imagina a cena: uma esplanada agradável, mesas com cinzeiros, uma brisa regenerativa, o cantar dos pardais a meio da manhã...O cenário perfeito para o civismo, certo? Errado. O que vemos são pessoas de pescoço dobrado, hipnotizadas pelo brilho do smartphone, a atirar beatas para o chão enquanto o cinzeiro está a escassos centímetros da mão.

Este gesto, aparentemente sem importância,  é o sintoma de uma doença maior: a dependência excessiva da tecnologia que nos desconecta da realidade física e do respeito pelo espaço comum. Inclusivamente não reparar na sinaletica "proibido fumar".
Ninguém lê, todos olham
A verdade é dura: hoje em dia, quase ninguém lê um regulamento ou um edital de boas práticas. Se a lei não for mastigada e publicitada através de uma pequena história em vídeo ou de um conteúdo rápido na televisão/redes sociais, ela simplesmente não existe para o "cidadão distraído".
Desde 2019, em Portugal, a Lei n.º 88/2019 proíbe o descarte de beatas no chão, prevendo coimas que podem chegar aos 250 euros. Mas quem é que sabe isso enquanto faz scroll infinito no Instagram?
Se a educação pelo exemplo e pela leitura falhou, talvez a solução passe por uma presença mais humana e inesperada. Imagina ações policiais de cidadania, com agentes à civil, estrategicamente colocados:
  • À porta das escolas: para que os jovens entendam que a liberdade digital não os desculpa da responsabilidade ambiental.
  • Nas esplanadas e hospitais: onde o fumo e o lixo tecnológico se misturam com a falta de consciência.
Não se trata de um "Estado Policial", mas sim de uma polícia de bons costumes moderna — agentes que, em vez de apenas multarem, confrontam o cidadão com a sua própria distração. "Desculpe, o senhor deixou cair a sua consciência no chão, junto com essa beata."
O Desafio
A tecnologia deveria ampliar a nossa capacidade de pensar, não reduzi-la a um reflexo condicionado de luzes e sons. Ser cidadão exige presença. Exige olhar para cima, ver quem está ao lado e perceber que o chão que pisamos não é um caixote do lixo virtual.
Da próxima vez que estiveres numa esplanada, experimenta o radical: larga o telemóvel e usa o cinzeiro. O teu raciocínio — e a cidade — agradecem.





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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Conexão perfeita de Produtos e Destinos

Cerveja, O Café da Praça, Constância


Um produto que já existia na civilização romana, cujos métodos de produção foram evoluindo nos Mosteiros durante a Idade Média, preferido por todas as gerações de todas as camadas sociais, só podia ser divulgado, com meios tecnológicos modernos em Pugna Tagi.

(Constância assim denominada pelos romanos aquando da conquista aos Lusitanos, pela potencial hegemonia económica, política e militar proporcionada pela confluência dos rios).

Constância foi, desde sempre, o encontro de gerações e tradições.


E há muito que a cerveja é uma tradição.



Em Abril a produtora de filmes PLGRND, Lda escolheu O Café da Praça e área pública envolvente para produzir o filme comercial para a campanha da Sagres.

Em Novembro deste ano também , a Krypton produções escolheu este e outros espaços para filmar o lançamento de uma cerveja de prestígio polaca.

Constância, a Praça Alexandre Herculano e o recanto onde está O Café da Praça são atractivos para a captação de imagens que fazem recordar, imaginar e sonhar.

O centro histórico de Constância estabelece uma ligação emocional, entre Produtos e Destinos, criando no espectador uma experiência desejada.

Sugestões: Oktober Fest


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A sustentabilidade das casas para arrendamento social

Governantes nacionais e locais desdobram-se em iniciativas para bem aproveitar os fundos PRR para revitalizar o sector do arrendamento habitacional a preços acessíveis.

Há unanimidade geral quanto à construção de fogos e um pouco divulgado interesse na recuperação de imóveis do estado para este fim.

Há também unanimidade (este é um período propício) na preocupação com a sustentabilidade ambiental, social e económica. Não sei se é assim que os políticos enunciam.


Nas construções ou reconstruções estarão certamente previstas soluções amigas do ambiente, e economizadoras de energia e recursos. Dou exemplos:



*Sistemas de recolha, armazenamento e aproveitamento das águas da chuva para rega, sanitas, máquinas de lavar roupa, limpeza de pavimentos, lavagem de automóveis;

*Captação dos raios solares para aquecimento de água e produção de energia eléctrica;

*Canalização dupla e bomba de circulação para que a água circule até estar à temperatura desejada;

*Conduta dos lixos domésticos para a reciclagem energética;

*e muitas outras soluções que só os estudiosos “experts” sabem, como por exemplo a adopção de sistemas de Toilette hi-tech , inventados no País do Sol Nascente, que elimina a necessidade de usar papel higiénico.

Estão equipados com sanitas de alta tecnologia, com jatos de água, também chamados de "washlets" ou "bidés elétricos". O segredo deles? Limpeza profunda graças aos jatos de água com temperatura e pressão ajustáveis, mas também uma série de características como secagem, desodorização e até abertura e fecho do tampo da sanita.

(Ultimo parágrafo traduzido da revista L’Internaute.




segunda-feira, 14 de julho de 2025

O fim do idadismo está próximo


O idadismo é uma espécie de discriminação de que são alvo um em cada 3 idosos, de acordo com a OMS.

O idadismo pode ser observado em idades diversas pela utilização de esterótipos pre-concebidos: 

“Os jovens de hoje não sabem o que é a vida!”

És muito novo para ocupar este lugar de grande responsabilidade!”

Procuramos para este lugar uma pessoa mais nova. Lamentamos!”

Ainda não fez o serviço militar. Volte cá quando o cumprir!”

A psicóloga clínica Sónia Gaudêncio escreve: “Será que nos esquecemos que todos nós envelhecemos diariamente e que isso tem que ser encarado como algo natural e que deve ser vivido de forma, o mais saudável e ativa possível?

Nos tempos de quase pleno emprego, alguém que se despedisse com 35 ou mais anos de idade, tinha dificuldade em encontrar outro emprego, a não ser que fosse um especialista.


Dia Internacional do Idoso

Hoje, o número de pessoas a sair do mercado de trabalho excede o número das que entram.

Por isso a OCDE aconselha Portugal, e outros países membros, a que tomem medidas para manter mais tempo os trabalhadores no mercado de trabalho. Reforma flexível, combate à discriminação dos trabalhadores idosos, mais oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, etc.


As universidades séniores são o organismo que mais valoriza os idosos,  dando-lhes oportunidade de transmitir a toda a comunidade as capacidades individuais e a possibilidade de adquirir valências culturais, recreativas, sociais, etc.

Estabelecimentos de ensino, organismos públicos e autarquias deveriam convidar a comunidade mais idosa a transmitir aos mais novos as suas experiências pessoais e profissionais e as suas vivências.

Empresas deveriam convidar colaboradores reformados que assim o quisessem, para colaborar algumas horas ou dias por semana, por forma a que não se considerassem “descartados”..

Lugares de sonho

domingo, 8 de junho de 2025

Faz de Conta


 Todos vivemos na ilusão de que habitamos  e fazemos vida num paraíso que as tecnologias idealizam e as redes sociais impõem.

Ninguém se atreve a pular o muro porque aquela "cerca" é a cidade perfeita.

Estabelecem-se mesmo estratégias com objectivos bem definidos, baseados no ESG.

O ambiente é,  aparentemente, sustentável e não requer procupação de maior. No aspecto social, há igualdade de oportunidades que simulam felicidade. A Governança mererce a nossa confiança.

Até é proporcionado entretenimento, na perspectiva de manter a comunidade unida, na ilusão de cada um chegar a "chef". Mas, quando toca a satisfazer as necessidades, despertamos para outra realidade; não chegamos lá. Outros são os nossos hábitos bem mais baratinhos..

terça-feira, 25 de março de 2025

Constancia allin1 destinemotions


Se fosse encomendado um estudo das motivações turísticas de Constância a uma empresa americana especializada em marketing turístico, este teria como base de grande chamariz “Constancia a All in One Destiemotions”.
Quer isto dizer, que um só produto (ou destino) concentra em si múltiplas motivações que resultam em emoções conforme as expectativas.
Ciência, Cultura, Paisagem, Ambiente, Turismo Militar, Turismo Nautico, Turismo Literário, Ruralidade, etc, que caracteriza os três importantes polos.
Naturalmente que autarquias potenciam tanto quanto possível, o usufruto por visitantes.
Mas é (ou deveria ser), sobretudo, dos empresários prestadores de serviços nas áreas onde operam, a responsabilidade e proveito de adequar os produtos às características e motivações da procura.
Natureza no seu pleno
Quem actua no centro histórico não tem o CCV nem o PASM. Quem opera no PASM não tem o centro histórico e assim sucessivamente. Cada um deve tirar o máximo proveito do ambiente onde se insere. O mercado é elástico e aberto a uma multiplicidade de experiências. 
Passeio ribeirinho no Tejo

Outros sabores

NOTA Explicativa: 
CCV: Centro Ciência Viva, um dos mais modernos e bem equipados da Península localizado no Alto de Santa Bárbara.
PASM: Parque Ambiental de Santa Margarida, na freguesia de Santa Margarida da Coutada, direccionado para a Educação Ambiental, dispondo também de um interessante Borboletário Tropical.
TURISMO MILITAR: Local onde existiu Torre de Punhete (de observação da linha de defesa do Tejo), do qual faziam parte os castelos de Ozêzere, Castelo de Almourol, Quinta Cardiga. 
Abrantes, Tomar, Barquinha, Constância, são dignos marcos históricos da História Templária.

sábado, 11 de janeiro de 2025

Neptuno Romano e Neptuno Constanciense

Deus dos mares e dos rios, senhor das Ninfas, Sereias e Nereias a quem os cavalos respeitam e servem, Neptuno está representado  em duas localidades  turistico-culturais, que se conheça, cada uma com a sua relativa importância e atractividade. Em qualquer delas, a água é o elemento comum.


 .(Le guide du Routard)

Além de outras, a estátua do deus Neptuno está presente na Fontana di Trevi em Roma, que Fellini consagrou como o hino ao amor na rodagem da película cinematográfica Dolce Vita.

O número de visitantes diários à la Fontana situa-se entre 10.000 a 12.000. E muitos  lançam  uma moeda para pedir um  desejo. A fonte dos desejos. Anualmente é retirado da fonte  um milhão de Euros que é entregue à Caritas. Roubar moedas é crime punível. Há câmaras em vários ângulos.

Desde há pouco tempo foi a imposta a regra que limita a 400 de cada vez o nº de visitantes deste monumento barroco.  A prefeitura de Roma estuda a hipótese de criar uma taxa de acesso para financiar, em parte, a manuteção deste tão simólico conjunto arquitectónico.

Em Constância,  Neptuno e seus cavalos está representado por um  painel de azulejos que é a parte frontal de uma fonte com lago.

O outono assegura contraste entre o azul e o castanho das folhas das árvores junto ao Zêzere, que nos faz idealizar uma pintura de Claude Monet "as Ninfas".

Em Constância  a Fonte de Neptuno situa-se numa zona de recolhimento e beleza natural. Se fossem lançadas moedas, seria encontrado um destino nobre que entidades politicas, culturais e económicas definiriam.

Cada vez mais é imperativo programar as visitas



quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Repensar o Futuro

 


foi o grande tema das Conferências do Estoril, realizadas recentemente na SBE, enriquecidas com a transmissão de conhecimento, de exemplos e de análises de lideres, governantes, ex-governantes, nacionais e estrangeiros, prémios Nobel de várias áreas.

O mundo é global. As pessoas circulam no mundo a uma velocidade alucinante. Em cada minuto aterram mais de 10.000 aviões no planeta.

Cruzam-se experiências, sonhos, emoções, frustações; o mundo é o nosso interesse; enquanto queremos saber o que nele se passa, não nos interessamos pelo que acontece na nossa comunidade.

Poucas são as pessoas que participam no estudo de alternativas e soluções para melhorar a vida colectiva. Na ânsia de experimentar algo de novo, esquecem o seu bairro, a sua aldeia, o seu município.

E aos fazedores de políticas isto agrada, porque não se deparam com oposição; assim se constroem regimes autoritários unipessoais.


Uma grande percentagem de eleitores não cumpre, sequer o dever cívico de votar, e pertencer a uma lista de candidaturas para mandatos políticos, integrar campanhas eleitorais,  nem se fala.

Mas também tenho a opinião de muitos: os partidos têm muita culpa neste abstencionismo. Mas não só.

Mas há um efeito que considero negativo se esta passividade se mantiver: a tendência de as listas a órgãos políticos serem integradas por migrantes que, embora inteligentes e competentes, não terão conhecimento da essência da comunidade nem dos valores culturais de Portugal.

Talvez os filhos dos actuais imigrantes, já dotados de  uma fatia de alma portuguesa, sejam os futuros politicos, localmente e a nivel nacional.


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Dia Mundial do Turismo

Desde 27 de setembro de 1980, que é celebrado pela Organização Mundial do Turismo como o Dia Mundial do Turismo.
Foi estabelecido pela terceira conferência da Assembleia Geral da OMT em Torremolinos (Espanha), em setembro de 1979.
Mas em Portugal já se celebrava o Dia do Turista. Geralmente em Abril (Avril au Portugal).
Da celebração constava a oferta de lembrança e flores a turistas, oferta de Vinho do Porto e Docinhos Regionais nos bares dos hoteis e restaurantes.
A celebração era caracterizada por uma acção promocional de dentro para fora.
A celebração que teria mais impacto, dentro da perspectiva "De Pessoas para Pessoas", seria a participação de turistas em actividades desportivas ou culturais promovidas por entidades, organizações ou grupos de pessoas, terminando, por exemplo, com um concerto "Bem Vindos Turistas" ou Workshop e degustação gastronómica de produtos culinários locais.
Bastava, para isso, a organização da celebração envolver os dirigentes dos diversos meios de alojamento na localidade, para o convite de todos os hóspedes (nacionais ou estrangeiros).
Assim era por aqui: De dentro para fora; do receptor para o emissor; de pessoas para pessoas.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Saturação de Destinos, ou Insuficiente disponibilidade de RH?

 Por mais perfeito e abrangente que seja um SCSD (Sistema Computacional de Suporte à Decisão), os outputs de tal sistema não podem constituir a verdade absoluta nem serem uma garantia insofismável de êxito ou de insucesso.

Usar como garantia a decisão do sistema seria aceitar a ditadura da tecnologia.

O resultado do modelo computacional utilizado é, somente, um apoio à decisão, que tem que ser tomada depois de uma profunda análise de simulações de diversos cenários feitas por inteligência humana e naturalista.



Enquanto a IA nos apresenta, suponho, resultados baseados em decisões lógicas num ambiente de ciências exactas, indiscutíveis, a inteligência natural reúne várias linhas de pensamento, aplica a experiência, analisa o ambiente, com o concurso de várias sensibilidades e pontos de vista.

A oportunidade de efectuar qualquer investimento, independentemente da sua dimensão, tem que ser criteriosamente estudada. Investir em hotelaria tem enormes impactos financeiros, económicos, sociais e ambientais.

Num mundo VICA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) é de admirar a coragem de investidores em hotéis.

Fala-se em zonas saturadas, fala-se em cultura e em ambiente, fala-se na enorme dificuldade em recrutar Recursos Humanos, fala-se em aspecto degradante de cidades cujas vias estão ocupadas por tendas, papelões e cobertores que servem de abrigo a pessoas excluídas do sistema.



Mas a capacidade hoteleira continua a aumentar. E, pelos vistos, o número de turistas também; porque somos ainda um país seguro. E porque nos deixamos ir na sedução das promoções e last minuts, etc, para ter mais dormidas do que a concorrência.

E porque razão há maior dificuldade nos RH? Não é só cá. Lê-se que em vários países também.

Algumas razões são apontadas:

Baixos rendimentos; falta de perspectivas; preço de casas para arrendar quando se mora longe e preço dos produtos de consumo; longas distâncias e, por vezes, poucos transportes. Falta de conjugação entre os interesses da entidade empregadora com a qualidade de vida que gostaria; Inexistência de uma política de felicidade na empresa.


A planificação de investimento hoteleiro deve prever a construção de bairros sociais para os seus futuros empregados, em diversas tipologias. Esta preocupação era realidade em complexos industriais já na década de 50 do século XX: Bairro residencial, mini-mercado, creche, escola, centro médico, etc para colaboradores e agregados familiares.


Providenciar alojamentocondigno a colaboradores, beneficios sociais e pessoais, perspectivas, e tempo de viverem a vida pessoal ao seu ritmo, é o caminho para ter colaboradores felizes.


sábado, 13 de abril de 2024

Viva a Liberdade

 

De ser livre, De exprimir o que pensa,

De respeitar as diferenças, simpatias, crenças, preferências.

Este tema foge um pouco ao género de artigos e opiniões que publico em blogue ou jornal online.

Mas porque se aproxima a comemoração do dia 25 de Abril, que mudou regimes e mentalidades, quis trazer para aqui memórias da minha infância.



O País é tão pequenino, que nenhuma região pode apoderar-se do epíteto “a mais sacrificada”, a "mais explorada", "a mais revoltada"!

Antes da data prestes a ser celebrada, a formatação da sociedade era “ trabalha para te manteres” ou

quem não trabuca não manduca”. E cedinho, de tenra idade, se absorvia este princípio.

A riqueza estava na terra, porque era dela que saíam os alimentos. Pouca maquinaria, trabalho braçal. Pouca maquia, tracção animal.

E as cantigas para se transformar a tristeza em alegria originaram a riqueza do cancioneiro popular. Em todas as regiões.

Numas terras, de sol a sol, noutras, antes do sol nascer até a noite cair.

Couves e batatas ao almoço, caldo com “sustança” à noite.

Os jornaleiros (homens que trabalhavam à jornada, do nascer ao por do sol ) manifestavam o seu desagrado com a cantilena:

Pão boleinto, binho binagreinto, sardinha salgada? Descansa corpo, trabalha enxada!”




Interpretação: Esta é uma oração consecutiva à oração principal que não está no texto: "Tu dás-me"  pão com bolor, sardinha salgada, vinho já com sabor a vinagre, então a enxada que trabalhe sòzinha. 

Há outra frase que interpretava o mal-estar da exploração laboral: "de graça e a seco, que trabalhem os cães" (sem retribuição nem comida...)

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Que mania tens tu de ser sempre do contra

 

- Sou assim, que é que queres? Eu sei que não fazia melhor, porque não estudei para isso. Mas…


- Quem lá está sabe o que faz. Estudou.

- Paleio. Vê lá tu: Quem por lá passa apregoa que é preciso captar investimento estrangeiro. Mas porquê estrangeiro? O português não presta?

- Quem sabe diz que é preciso internacionalizar a economia; lançar a marca Portugal além fronteiras…

- A nossa economia é exportada. Vê lá tu a quantidade de turistas que consomem os nossos produtos. São mais de 30 milhões que deixam cá 25.000 milhões de Euros . Pelas minhas contas devem consumir 60 milhões de pequenos -almoços e 120 milhões de refeições, e outras coisas.

- Tens muita razão, mas o que os entendidos pretendem é a diversificação da economia; especialmente a chamada economia verde, através da implantação de sistemas alternativos para a produção de energia.

- Tretas. Isso só beneficia grandes grupos internacionais. Porque raio é que não somos nós a desenvolver esses sistemas? Têm que vir empresas lá de fora devastar as nossas florestas para implantarem paisagens de painéis de cristal… Porque é que não fazem isso lá no país deles?

- É o dinamismo do mercado…

- Pois.. vamos lá a ver se são daqueles investidores que recebem subsídios do estado, contratualizam empréstimos, não pagam a ninguém e desaparecem. Sobra para nós...

- Estas coisas são controladas...

- Pensas tu. Adiante:  só aproveitamos 30% da água da chuva. Existe energia mais limpa que a produzida pela água?

- Mas aprisionar os recursos hídricos prejudica a biodiversidade.

- E implantar painéis fotovoltaicos não prejudica o clima e consequentemente a saúde das pessoas?

- Tens que ver que “Os principais objetivos da economia verde acabam coincidindo com os pilares da Agenda 2030, já que ambos buscam desenvolver energias renováveis e mais acessíveis, cidades sustentáveis, ações climáticas e a diminuição das desigualdades.”

- Qual o destino desses milhões de painéis em fim de vida? Existe capacidade para a manutenção dos sistemas? Ouvi dizer que não… Olha, tenho o ADN de um outsider. Vou ali e já venho.



quarta-feira, 6 de março de 2024

Segredos que a Natureza guarda

 



Um passeio ou caminhada pela zona mais rural de Constância, ladeada pelos Zêzere e Tejo, transporta-nos numa viagem introspectiva numa prova de que não conseguimos apagar as nossas origens: sociais e geográficas.

Lembro-me de, na minha infância, brincar ao bugalho com os meus irmãos ou amigos: Cada um com um pequeno pau a fazer de raquete. Dizíamos "brincar à bojarda". O bugalho era como se fosse a bola de ping-pong.

Pensava eu que as carvalhas davam as glandes (bolota) e os carvalhos os bugalhos. Mas não.

Os bugalhos não são frutos, mas sim estruturas que as plantas produzem em resposta a agressões externas, especialmente picadas de insectos. É como se fossem tumores. Que depois têm a sua utilidade na biodiversidade.


A floração ocorre entre abril e maio, com a floração feminina e masculina desfasadas no tempo, de forma a evitar a autofecundação, já que a espécie é monoica. As flores masculinas são amentilhos filiformes e as femininas, amentilhos pequenos e arredondados. O fruto, a bolota (glande), amadurece entre setembro e outubro.”-In Gulbenkian

Se, naquele tempo as glandes (bolotas) serviam para produzir ingredientes para a terra e para alimentar os o porcos, hoje em dia há um aproveitamento total para a produção de matéria-prima alimentar, perfumaria e cosmética. Pioneiros na investigação e desenvolvimento para a transformação deste produto, Pedro Babo e um colega de formação em biologia molecular, criaram a startup Landratech internacionalmente reconhecida e premiada pela inovação. A comercialização é através do Armazém da Bolota. 

Os responsáveis têm como meta a transformação de uma centena de toneladas de bolota anual, para responderem à crescente procura nacional e internacional.

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

O que é e o que deveria ser celebrado em Constância

 A situação geográfica de Constância foi sempre muito importante na defesa da Linha do Tejo e do comércio.

A construção naval de meios de transporte para escoamento de  mercadorias, comércio de víveres e vestimentas, transporte de pessoas e de defesa por via fluvial, foi o ganha-pão durante séculos de homens que se dedicaram a actividades fluviais (marítimos, mercadores, artífices).

Os marítimos escolheram a Segunda-Feira de Páscoa como o dia dedicado a Nossa Senhora da Boa Viagem como agradecimento por terem chegado sãos e salvos das viagens do passado e pedir-Lhe protecção para as viagens que haveriam de se seguir.

Constava esta devoção de uma procissão e da benção de barcos no Rio Tejo frente a Constância. Assim aconteceu dezenas e mesmo centenas de anos, enquanto os rios eram a via mais rápida para chegar a outras povoações, vilas e cidades.Até à popularização da circulação automobilistica e ferroviária. 

A tradição foi retomada pela Câmara Municipal no final da década de 80 do século XX, ligando o fim-de-semana da Páscoa às Festas, de cuja ligação resultou as Festas do Concelho e da Boa Viagem.

Programa das Festas 2024



A segunda manifestação cultural é a evocação a Camões no dia 10 de Junho, celebrando as Pomonas Camonianas (Pomona era a deusa dos Pomares que Camões invocava para escrever da beleza natural, amor e fertilidade).



Quanto a nós há mais razões para Constância celebrar factos históricos:

* 30 de Maio

Por Carta de Sentença Régia de 30 de Maio de 1571, Dom Sebastião fez vila o lugar de Punhete, desanexando-o da jurisdição de  Abrantes. Elevou Punhete à categoria de vila, criou o concelho e fixou-lhe o termo, desvinculando-o definitivamente de Abrantes.

* 7 de Dezembro 

Dona Maria II, casada com Dom Fernando Saxe Cobourg-Gotha, empreendia deslocações a Punhete com alguma frequência, porque o seu ministro do Reino, Passos Manuel,  natural do Ribatejo, passava aqui longas temporadas. E aqui casou com D. Gervásia Falcão.

Sem quaisquer obstáculos urbanísticos, o misticismo da bacia formada pelo Zêzere e pelo Tejo trazia-lhe à memória o lago Constance na Austria, de onde Dom Fernando era natural.
The Church of Saint George, Wasserburg on Lake of Constance, the third largest lake in Europe. 

Teria sido esta a imagem que Dom Fernando descreveu a D. Maria II para a sensibilizar para a mudança de nome da vila.

Dotado de enorme sensibilidade pelas artes e pela beleza, interferiu junto da Rainha para que outra denominação fosse atribuída a Punhete. E assim, por decreto real de 7 de Dezembro de 1836, Punhete passou a denominar-se Constância, com o epíteto "Notável Vila da Constância".

E este dia não é celebrado; mas devia.