https://follow.it/quepenatenho

sábado, 15 de agosto de 2026

Regressar ao passado para salvar o planeta

 

Na década de 70 do século passado, a procura da modernidade, a conveniência do descartável (mais prático, mais higiénico e mais durável)   provocou um atentado ambiental e solidificou grupos económicos.
Este "milagre" trouxe uma contrapartida invisível na altura, mas hoje sufocante: milhões de toneladas de plástico e materiais compostos que demoram séculos a degradar-se. Esquecemo-nos  que resíduos plásticos e metálicos  contaminam a água, o solo e, inevitavelmente, a nossa própria saúde.
 Hoje, a visão oficial das instituições europeias é clara e categórica: não é possível ter cidadãos saudáveis num planeta doente

A Era da Leiteira e da Bicicleta



Nas primeiras décadas do século XX, o circuito do leite era direto do produtor ao consumidor.  No princípio, quem queria leite ia buscá-lo à quinta mais próxima. O produto vinha  puro, tal como saía da vaca — um alimento tão rico e natural que ajudava no desenvolvimento das crianças mais frágeis.
Com o crescimento das vilas e cidades, o sistema alterou-se , mas manteve a essência circular; surgiram os vendedores ambulantes de leite que se deslocavam em bicicletas Yé-Yé , equilibrando leiteiras de alumínio reluzentes. De porta em porta, enchiam as vasilhas de vidro ou metal que as famílias deixavam à entrada. Não havia lixo. Não havia desperdício.
Mas havia que trazer para a economia fiscal essa actividade que até aí era de subsistência. As mercearias e leitarias de bairro passaram a vender leite engarrafado.

A Europa e o futuro dos recipientes e produtos
Cinquenta anos depois, as instituições europeias assumiram o papel de regulador severo. Partindo do princípio de que proteger o ambiente é o primeiro passo para proteger a saúde pública, foram desenhadas novas diretivas sobre embalagens, regulando  sobre o que consumimos e como o transportamos. O calendário desse planeamento já tem metas fixadas:
  • 2027: O cliente poderá levar o próprio recipiente para trazer comida preparada de restaurantes e cafés.
  • 2028: Os estabelecimentos comerciais deverão disponibilizar, obrigatoriamente, opções reutilizáveis para comida para levar (take-away). No mesmo ano, até as saquetas de chá e infusões terão de ser compostáveis.
  • 2030: O plástico supérfluo será banido do uso comum. As embalagens individuais de açúcar, sal, molhos e outros condimentos deixarão de ser permitidas nos restaurantes para consumo no local. Nos hotéis, os pequenos frascos descartáveis de champô, gel e sabonete serão fortemente restringidos. Haverá também novas regras para fruta e legumes embalados em plástico, sacos muito finos e os tradicionais anéis de plástico que unem latas. Até as compras online terão limites para o espaço vazio nas caixas de envio.
  • Para garantir o equilíbrio vital (saúde humana e saúde do Planeta)  a  Europa terá de aplicar normas rígidas e eficazes para regular tudo o que é de uso comum. A ironia é que, para salvar o futuro, teremos de regressar ao passado.
  • Cada vez mais tem que ser promovida a economia circular para reduzir a distância para o abastecimento, e reduzir as emissões dos meios de transporte.
A "Vaca Comunitária Europeia" 


Perante  normas anti-poluição tão rígidas, a economia e a inovação terão de se adaptar de forma radical. Baseando-se no passado,  aolicando tecnologia, , alguém terá a brilhante ideia de criar a Vaca Comunitária Europeia.
Imagine um dispensador automatizado, gerido por Inteligência Artificial, instalado nos grandes empreendimentos hoteleiros, hospitais, escolas, nas praças centrais e nos bairros das nossas cidades. Uma "vaca digital" ligada diretamente a cooperativas locais de produtores. O cidadão aproxima-se com o seu próprio recipiente reutilizável; a IA faz o reconhecimento da embalagem, calcula a dose ideal e faz o enchimento do leite fresco, diretamente para o consumidor, sem intermediários, sem pacotes de plástico e sem desperdício de recursos.
O que no século passado era a carrinha do leiteiro ou a quinta do vizinho, amanhã será um algoritmo de alta precisão a garantir o desperdício zero. Afinal, a maior inovação do nosso século poderá muito bem ser, simplesmente, redesenhar as boas práticas do passado com as ferramentas do futuro. Se um planeta doente nos adoece a todos, o verdadeiro progresso será termos a coragem de regressar às origens.
E se calhar, o custo dos produtos vai baixar.

sábado, 1 de agosto de 2026

O Preço Oculto da Transição Verde: O Proxenetismo Político-Financeiro e o Ambiente

 Para que a sustentabilidade seja real, a ecologia não pode ser um jogo de interesses financeiros 

O ambiente clama por soluções de manutenção.

As guerras, entre países pela luta de protagonismo, de domínio e de control de economias mundiais, iniciadas sempre com o pretexto de democratizar ou de garantir a paz e os interesses colectivos, potenciam a corrida a soluções alternativas aos combustíveis decorrentes dos aumentos galopantes.

Os governos alinham na defesa da transição verde,  promovendo a venda de carros eléctricos.

E o parque automóvel eléctrico aumenta de dia para dia, motivado pela incerteza dos mercados petrolíferos.

O carro eléctrico  é tema de pertinentes discussões: 

Qual o destino das baterias em fim de vida? Não prejudicarão ainda mais o ambiente? 

Qual o imapcto nos pequenos negócios, tais como oficinas de mecânica, vendedores de combustíveis, por esse mundo fora?

Mas aquela que suscita mais interesse nos decisores políticos é: "Com o proliferar de carros eléctricos, como vamos compensar a baixa de receitas fiscais?; o estado perde rendimentos com os impostos sobre  combustível .

 Então o Reino Unido já encontrou solução: Dada a redução de receitas fiscais, todos os automóveis eléctricos passam a pagar 3 pences por cada quilómetro percorrido. Ou seja, um automobilista que percorra 10.000 Km por ano com carro eléctrico, paga um imposto de cerca de 220 Euros. 

 (Fonte L'Internaute, 01AGO2026)



domingo, 5 de julho de 2026

Ribatejo Fica em Ti

 


O Jornal Online Opção Turismo divulgou a iniciativa para a divulgação da região do Ribatejo. Mesmo sendo um leigo nas técnicas de campanhas turísticas, eu devo reconhecer um enorme talento à agência de comunicação New Light Pictures, nas pesquisa  que teve de efectuar para ligar os objectivos da campanha ao público-alvo.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo lançou uma nova campanha de comunicação dedicada ao Ribatejo, com o objetivo de reforçar a notoriedade do destino junto do mercado nacional e incentivar o crescimento da procura turística. Sob o slogan Ribatejo fica em ti”, a iniciativa procura destacar a autenticidade da região através de uma abordagem centrada nas emoções e nas experiências proporcionadas aos visitantes.

Concebida pela agência New Light Pictures, a campanha é protagonizada por uma mulher e o seu cão, que percorrem o Ribatejo numa viagem sem destino definido.”

Dados estatísticos

Cerca de 66% dos portugueses passam férias, na sua maioria em destinos nacionais.

Em 2 milhões de lares portugueses (54% a 60%) reside pelo menos um animal de estimação.

A nível europeu, Portugal destaca-se com 39% das habitações a incluir um cão, sendo um dos países com maior ligação a animais de companhia. (Fonte: Idealista)

Segundo a Nielsen , existe uma forte ligação emocional, 47% dos inquiridos considera o cão como um membro da família.
A GFK )  explica que esta tendência deve-se às alterações dos núcleos familiares, bem como à evidência de que os animais de estimação contribuem para o bem-estar físico e psicológico dos “donos”.

Alojamento

Na definição da estratégia, certamente que a agência tem uma ideia de quantos estabelecimentos de alojamento aceitam animais.

A Booking apresenta cerca de 1280 meios de alojamento no Ribatejo sendo que 150 serão hoteis e apartamentos.

Por enquanto os exploradores dos meios de alojamento são livres de decidir se aceitam ou não animais. Há estabelecimentos que não os aceitam por vários motivos, desde alergias, dificuldade em contratar pessoas para limpezas, e muitas outras.

Os que aceitam, quais as limitações? E penso que já está ultrapassada a ideia de canil no hotel, dada a forte ligação pessoa-animal.

  • Quais os animais aceites: cães, gatos ou outras espécies? (Há quem tenha rastejantes como animais de estimação)

  • Existe um limite de peso para o animal de estimação?

  • Custos adicionais: se há taxa extra por noite ou para limpeza.

  • Comodidades: se o espaço providencia camas, comedouros ou áreas verdes.     O Ribatejo tem tanto para ver


terça-feira, 30 de junho de 2026

Amanhã pensamos nos efeitos

 Termina brevemente a participação pública no Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER)

Olhamos para as nossas planícies e encostas e, onde antes vibrava a harmonia da natureza, estendem-se agora mares de espelhos reflectores.  
Sob o pretexto de salvar o planeta, assistimos à fragmentação de ecossistemas inteiros. A fauna local, desde as aves  aos pequenos mamíferos que habitam o solo, vê as suas rotas cortadas e os seus habitats desfeitos por vedações e estacas de metal.
A urgência climática não pode justificar a criação de novas cicatrizes. Rasgar a paisagem com megaparques fotovoltaicos introduz também riscos que ignoramos levianamente. 
*O reflexo inesperado e intenso destes imensos tabuleiros de vidro pode transformar-se num perigo real de encandeamento, comprometendo a segurança de quem apenas tenta regressar a casa. 
* Deixa de haver solos permeáveis, aumentando assim o risco de cheias.
*A preparação de  terrenos para a instalação dos painéis adultera os lençois freáticos.
*A alteração drástica do microclima local e a perda visual da nossa identidade natural trazem uma sensação de desassossego e saturação, afetando o bem-estar e a saúde mental das comunidades que sempre viveram em comunhão com o horizonte.

Mas há um caminho assente na esperança. Mudar de rumo não significa desistir do futuro; significa desenhá-lo com inteligência e respeito.
A verdadeira energia limpa não precisa de competir com a biodiversidade. 
A solução está mesmo por cima de nós, dependente de sábias decisões. Imagine-se cada fábrica, cada grande superfície, hospital ou hotel a transformar o seu próprio telhado e terrenos anexos numa central geradora de eletricidade. O sol que hoje bate no asfalto e no betão pode ser captado ali mesmo, sem deitar abaixo uma única árvore, sem afugentar nenhuma espécie, e sem criar clarões perigosos nas bermas das autoestradas.
Esta transição descentralizada ganha força quando as pessoas são chamadas a intervir.
 Ao apoiar os pequenos empresários e as famílias , com vantagens fiscais e crédito sem juros, devolvemos a autonomia a quem move o país. O futuro que queremos construir não é feito de campos industriais áridos disfarçados de verdes; é feito de telhados vivos, vilas auto-suficientes e cidadãos livres. Podemos ter uma energia profundamente limpa e, ao mesmo tempo, manter intactos os nossos horizontes, as nossas florestas e a segurança de quem viaja. O amanhã pode ser luminoso, sem nunca apagar a vida da nossa terra.
A nível técnico, qual o destino dos painéis no fim de vida útil (20 ou 30 anos)? Continuaremos a usuifruir da Natureza?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O Ecranismo e a Morte da Cortesia: Quando a Beata Cai Antes do Raciocínio

(Artigo escrito por IA)

 Imagina a cena: uma esplanada agradável, mesas com cinzeiros, uma brisa regenerativa, o cantar dos pardais a meio da manhã...O cenário perfeito para o civismo, certo? Errado. O que vemos são pessoas de pescoço dobrado, hipnotizadas pelo brilho do smartphone, a atirar beatas para o chão enquanto o cinzeiro está a escassos centímetros da mão.

Este gesto, aparentemente sem importância,  é o sintoma de uma doença maior: a dependência excessiva da tecnologia que nos desconecta da realidade física e do respeito pelo espaço comum. Inclusivamente não reparar na sinaletica "proibido fumar".
Ninguém lê, todos olham
A verdade é dura: hoje em dia, quase ninguém lê um regulamento ou um edital de boas práticas. Se a lei não for mastigada e publicitada através de uma pequena história em vídeo ou de um conteúdo rápido na televisão/redes sociais, ela simplesmente não existe para o "cidadão distraído".
Desde 2019, em Portugal, a Lei n.º 88/2019 proíbe o descarte de beatas no chão, prevendo coimas que podem chegar aos 250 euros. Mas quem é que sabe isso enquanto faz scroll infinito no Instagram?
Se a educação pelo exemplo e pela leitura falhou, talvez a solução passe por uma presença mais humana e inesperada. Imagina ações policiais de cidadania, com agentes à civil, estrategicamente colocados:
  • À porta das escolas: para que os jovens entendam que a liberdade digital não os desculpa da responsabilidade ambiental.
  • Nas esplanadas e hospitais: onde o fumo e o lixo tecnológico se misturam com a falta de consciência.
Não se trata de um "Estado Policial", mas sim de uma polícia de bons costumes moderna — agentes que, em vez de apenas multarem, confrontam o cidadão com a sua própria distração. "Desculpe, o senhor deixou cair a sua consciência no chão, junto com essa beata."
O Desafio
A tecnologia deveria ampliar a nossa capacidade de pensar, não reduzi-la a um reflexo condicionado de luzes e sons. Ser cidadão exige presença. Exige olhar para cima, ver quem está ao lado e perceber que o chão que pisamos não é um caixote do lixo virtual.
Da próxima vez que estiveres numa esplanada, experimenta o radical: larga o telemóvel e usa o cinzeiro. O teu raciocínio — e a cidade — agradecem.





Publicidade

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Conexão perfeita de Produtos e Destinos

Cerveja, O Café da Praça, Constância


Um produto que já existia na civilização romana, cujos métodos de produção foram evoluindo nos Mosteiros durante a Idade Média, preferido por todas as gerações de todas as camadas sociais, só podia ser divulgado, com meios tecnológicos modernos em Pugna Tagi.

(Constância assim denominada pelos romanos aquando da conquista aos Lusitanos, pela potencial hegemonia económica, política e militar proporcionada pela confluência dos rios).

Constância foi, desde sempre, o encontro de gerações e tradições.


E há muito que a cerveja é uma tradição.



Em Abril a produtora de filmes PLGRND, Lda escolheu O Café da Praça e área pública envolvente para produzir o filme comercial para a campanha da Sagres.

Em Novembro deste ano também , a Krypton produções escolheu este e outros espaços para filmar o lançamento de uma cerveja de prestígio polaca.

Constância, a Praça Alexandre Herculano e o recanto onde está O Café da Praça são atractivos para a captação de imagens que fazem recordar, imaginar e sonhar.

O centro histórico de Constância estabelece uma ligação emocional, entre Produtos e Destinos, criando no espectador uma experiência desejada.

Sugestões: Oktober Fest


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A sustentabilidade das casas para arrendamento social

Governantes nacionais e locais desdobram-se em iniciativas para bem aproveitar os fundos PRR para revitalizar o sector do arrendamento habitacional a preços acessíveis.

Há unanimidade geral quanto à construção de fogos e um pouco divulgado interesse na recuperação de imóveis do estado para este fim.

Há também unanimidade (este é um período propício) na preocupação com a sustentabilidade ambiental, social e económica. Não sei se é assim que os políticos enunciam.


Nas construções ou reconstruções estarão certamente previstas soluções amigas do ambiente, e economizadoras de energia e recursos. Dou exemplos:



*Sistemas de recolha, armazenamento e aproveitamento das águas da chuva para rega, sanitas, máquinas de lavar roupa, limpeza de pavimentos, lavagem de automóveis;

*Captação dos raios solares para aquecimento de água e produção de energia eléctrica;

*Canalização dupla e bomba de circulação para que a água circule até estar à temperatura desejada;

*Conduta dos lixos domésticos para a reciclagem energética;

*e muitas outras soluções que só os estudiosos “experts” sabem, como por exemplo a adopção de sistemas de Toilette hi-tech , inventados no País do Sol Nascente, que elimina a necessidade de usar papel higiénico.

Estão equipados com sanitas de alta tecnologia, com jatos de água, também chamados de "washlets" ou "bidés elétricos". O segredo deles? Limpeza profunda graças aos jatos de água com temperatura e pressão ajustáveis, mas também uma série de características como secagem, desodorização e até abertura e fecho do tampo da sanita.

(Ultimo parágrafo traduzido da revista L’Internaute.




segunda-feira, 14 de julho de 2025

O fim do idadismo está próximo


O idadismo é uma espécie de discriminação de que são alvo um em cada 3 idosos, de acordo com a OMS.

O idadismo pode ser observado em idades diversas pela utilização de esterótipos pre-concebidos: 

“Os jovens de hoje não sabem o que é a vida!”

És muito novo para ocupar este lugar de grande responsabilidade!”

Procuramos para este lugar uma pessoa mais nova. Lamentamos!”

Ainda não fez o serviço militar. Volte cá quando o cumprir!”

A psicóloga clínica Sónia Gaudêncio escreve: “Será que nos esquecemos que todos nós envelhecemos diariamente e que isso tem que ser encarado como algo natural e que deve ser vivido de forma, o mais saudável e ativa possível?

Nos tempos de quase pleno emprego, alguém que se despedisse com 35 ou mais anos de idade, tinha dificuldade em encontrar outro emprego, a não ser que fosse um especialista.


Dia Internacional do Idoso

Hoje, o número de pessoas a sair do mercado de trabalho excede o número das que entram.

Por isso a OCDE aconselha Portugal, e outros países membros, a que tomem medidas para manter mais tempo os trabalhadores no mercado de trabalho. Reforma flexível, combate à discriminação dos trabalhadores idosos, mais oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, etc.


As universidades séniores são o organismo que mais valoriza os idosos,  dando-lhes oportunidade de transmitir a toda a comunidade as capacidades individuais e a possibilidade de adquirir valências culturais, recreativas, sociais, etc.

Estabelecimentos de ensino, organismos públicos e autarquias deveriam convidar a comunidade mais idosa a transmitir aos mais novos as suas experiências pessoais e profissionais e as suas vivências.

Empresas deveriam convidar colaboradores reformados que assim o quisessem, para colaborar algumas horas ou dias por semana, por forma a que não se considerassem “descartados”..

Lugares de sonho

domingo, 8 de junho de 2025

Faz de Conta


 Todos vivemos na ilusão de que habitamos  e fazemos vida num paraíso que as tecnologias idealizam e as redes sociais impõem.

Ninguém se atreve a pular o muro porque aquela "cerca" é a cidade perfeita.

Estabelecem-se mesmo estratégias com objectivos bem definidos, baseados no ESG.

O ambiente é,  aparentemente, sustentável e não requer procupação de maior. No aspecto social, há igualdade de oportunidades que simulam felicidade. A Governança mererce a nossa confiança.

Até é proporcionado entretenimento, na perspectiva de manter a comunidade unida, na ilusão de cada um chegar a "chef". Mas, quando toca a satisfazer as necessidades, despertamos para outra realidade; não chegamos lá. Outros são os nossos hábitos bem mais baratinhos..

terça-feira, 25 de março de 2025

Constancia allin1 destinemotions


Se fosse encomendado um estudo das motivações turísticas de Constância a uma empresa americana especializada em marketing turístico, este teria como base de grande chamariz “Constancia a All in One Destiemotions”.
Quer isto dizer, que um só produto (ou destino) concentra em si múltiplas motivações que resultam em emoções conforme as expectativas.
Ciência, Cultura, Paisagem, Ambiente, Turismo Militar, Turismo Nautico, Turismo Literário, Ruralidade, etc, que caracteriza os três importantes polos.
Naturalmente que autarquias potenciam tanto quanto possível, o usufruto por visitantes.
Mas é (ou deveria ser), sobretudo, dos empresários prestadores de serviços nas áreas onde operam, a responsabilidade e proveito de adequar os produtos às características e motivações da procura.
Natureza no seu pleno
Quem actua no centro histórico não tem o CCV nem o PASM. Quem opera no PASM não tem o centro histórico e assim sucessivamente. Cada um deve tirar o máximo proveito do ambiente onde se insere. O mercado é elástico e aberto a uma multiplicidade de experiências. 
Passeio ribeirinho no Tejo

Outros sabores

NOTA Explicativa: 
CCV: Centro Ciência Viva, um dos mais modernos e bem equipados da Península localizado no Alto de Santa Bárbara.
PASM: Parque Ambiental de Santa Margarida, na freguesia de Santa Margarida da Coutada, direccionado para a Educação Ambiental, dispondo também de um interessante Borboletário Tropical.
TURISMO MILITAR: Local onde existiu Torre de Punhete (de observação da linha de defesa do Tejo), do qual faziam parte os castelos de Ozêzere, Castelo de Almourol, Quinta Cardiga. 
Abrantes, Tomar, Barquinha, Constância, são dignos marcos históricos da História Templária.

sábado, 11 de janeiro de 2025

Neptuno Romano e Neptuno Constanciense

Deus dos mares e dos rios, senhor das Ninfas, Sereias e Nereias a quem os cavalos respeitam e servem, Neptuno está representado  em duas localidades  turistico-culturais, que se conheça, cada uma com a sua relativa importância e atractividade. Em qualquer delas, a água é o elemento comum.


 .(Le guide du Routard)

Além de outras, a estátua do deus Neptuno está presente na Fontana di Trevi em Roma, que Fellini consagrou como o hino ao amor na rodagem da película cinematográfica Dolce Vita.

O número de visitantes diários à la Fontana situa-se entre 10.000 a 12.000. E muitos  lançam  uma moeda para pedir um  desejo. A fonte dos desejos. Anualmente é retirado da fonte  um milhão de Euros que é entregue à Caritas. Roubar moedas é crime punível. Há câmaras em vários ângulos.

Desde há pouco tempo foi a imposta a regra que limita a 400 de cada vez o nº de visitantes deste monumento barroco.  A prefeitura de Roma estuda a hipótese de criar uma taxa de acesso para financiar, em parte, a manuteção deste tão simólico conjunto arquitectónico.

Em Constância,  Neptuno e seus cavalos está representado por um  painel de azulejos que é a parte frontal de uma fonte com lago.

O outono assegura contraste entre o azul e o castanho das folhas das árvores junto ao Zêzere, que nos faz idealizar uma pintura de Claude Monet "as Ninfas".

Em Constância  a Fonte de Neptuno situa-se numa zona de recolhimento e beleza natural. Se fossem lançadas moedas, seria encontrado um destino nobre que entidades politicas, culturais e económicas definiriam.

Cada vez mais é imperativo programar as visitas



quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Repensar o Futuro

 


foi o grande tema das Conferências do Estoril, realizadas recentemente na SBE, enriquecidas com a transmissão de conhecimento, de exemplos e de análises de lideres, governantes, ex-governantes, nacionais e estrangeiros, prémios Nobel de várias áreas.

O mundo é global. As pessoas circulam no mundo a uma velocidade alucinante. Em cada minuto aterram mais de 10.000 aviões no planeta.

Cruzam-se experiências, sonhos, emoções, frustações; o mundo é o nosso interesse; enquanto queremos saber o que nele se passa, não nos interessamos pelo que acontece na nossa comunidade.

Poucas são as pessoas que participam no estudo de alternativas e soluções para melhorar a vida colectiva. Na ânsia de experimentar algo de novo, esquecem o seu bairro, a sua aldeia, o seu município.

E aos fazedores de políticas isto agrada, porque não se deparam com oposição; assim se constroem regimes autoritários unipessoais.


Uma grande percentagem de eleitores não cumpre, sequer o dever cívico de votar, e pertencer a uma lista de candidaturas para mandatos políticos, integrar campanhas eleitorais,  nem se fala.

Mas também tenho a opinião de muitos: os partidos têm muita culpa neste abstencionismo. Mas não só.

Mas há um efeito que considero negativo se esta passividade se mantiver: a tendência de as listas a órgãos políticos serem integradas por migrantes que, embora inteligentes e competentes, não terão conhecimento da essência da comunidade nem dos valores culturais de Portugal.

Talvez os filhos dos actuais imigrantes, já dotados de  uma fatia de alma portuguesa, sejam os futuros politicos, localmente e a nivel nacional.


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Dia Mundial do Turismo

Desde 27 de setembro de 1980, que é celebrado pela Organização Mundial do Turismo como o Dia Mundial do Turismo.
Foi estabelecido pela terceira conferência da Assembleia Geral da OMT em Torremolinos (Espanha), em setembro de 1979.
Mas em Portugal já se celebrava o Dia do Turista. Geralmente em Abril (Avril au Portugal).
Da celebração constava a oferta de lembrança e flores a turistas, oferta de Vinho do Porto e Docinhos Regionais nos bares dos hoteis e restaurantes.
A celebração era caracterizada por uma acção promocional de dentro para fora.
A celebração que teria mais impacto, dentro da perspectiva "De Pessoas para Pessoas", seria a participação de turistas em actividades desportivas ou culturais promovidas por entidades, organizações ou grupos de pessoas, terminando, por exemplo, com um concerto "Bem Vindos Turistas" ou Workshop e degustação gastronómica de produtos culinários locais.
Bastava, para isso, a organização da celebração envolver os dirigentes dos diversos meios de alojamento na localidade, para o convite de todos os hóspedes (nacionais ou estrangeiros).
Assim era por aqui: De dentro para fora; do receptor para o emissor; de pessoas para pessoas.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Saturação de Destinos, ou Insuficiente disponibilidade de RH?

 Por mais perfeito e abrangente que seja um SCSD (Sistema Computacional de Suporte à Decisão), os outputs de tal sistema não podem constituir a verdade absoluta nem serem uma garantia insofismável de êxito ou de insucesso.

Usar como garantia a decisão do sistema seria aceitar a ditadura da tecnologia.

O resultado do modelo computacional utilizado é, somente, um apoio à decisão, que tem que ser tomada depois de uma profunda análise de simulações de diversos cenários feitas por inteligência humana e naturalista.



Enquanto a IA nos apresenta, suponho, resultados baseados em decisões lógicas num ambiente de ciências exactas, indiscutíveis, a inteligência natural reúne várias linhas de pensamento, aplica a experiência, analisa o ambiente, com o concurso de várias sensibilidades e pontos de vista.

A oportunidade de efectuar qualquer investimento, independentemente da sua dimensão, tem que ser criteriosamente estudada. Investir em hotelaria tem enormes impactos financeiros, económicos, sociais e ambientais.

Num mundo VICA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) é de admirar a coragem de investidores em hotéis.

Fala-se em zonas saturadas, fala-se em cultura e em ambiente, fala-se na enorme dificuldade em recrutar Recursos Humanos, fala-se em aspecto degradante de cidades cujas vias estão ocupadas por tendas, papelões e cobertores que servem de abrigo a pessoas excluídas do sistema.



Mas a capacidade hoteleira continua a aumentar. E, pelos vistos, o número de turistas também; porque somos ainda um país seguro. E porque nos deixamos ir na sedução das promoções e last minuts, etc, para ter mais dormidas do que a concorrência.

E porque razão há maior dificuldade nos RH? Não é só cá. Lê-se que em vários países também.

Algumas razões são apontadas:

Baixos rendimentos; falta de perspectivas; preço de casas para arrendar quando se mora longe e preço dos produtos de consumo; longas distâncias e, por vezes, poucos transportes. Falta de conjugação entre os interesses da entidade empregadora com a qualidade de vida que gostaria; Inexistência de uma política de felicidade na empresa.


A planificação de investimento hoteleiro deve prever a construção de bairros sociais para os seus futuros empregados, em diversas tipologias. Esta preocupação era realidade em complexos industriais já na década de 50 do século XX: Bairro residencial, mini-mercado, creche, escola, centro médico, etc para colaboradores e agregados familiares.


Providenciar alojamentocondigno a colaboradores, beneficios sociais e pessoais, perspectivas, e tempo de viverem a vida pessoal ao seu ritmo, é o caminho para ter colaboradores felizes.