Desde 27 de setembro de 1980, que é celebrado pela Organização Mundial do Turismo como o Dia Mundial do Turismo.
Foi estabelecido pela terceira conferência da Assembleia Geral da OMT em Torremolinos (Espanha), em setembro de 1979.
Mas em Portugal já se celebrava o Dia do Turista. Geralmente em Abril (Avril au Portugal).
Da celebração constava a oferta de lembrança e flores a turistas, oferta de Vinho do Porto e Docinhos Regionais nos
bares dos hoteis e restaurantes.
A celebração era caracterizada por uma acção promocional de dentro para fora.
A celebração que teria mais impacto, dentro da perspectiva "De Pessoas para Pessoas", seria a participação de turistas em
actividades desportivas ou culturais promovidas por entidades, organizações ou grupos de pessoas, terminando, por exemplo, com
um concerto "Bem Vindos Turistas" ou Workshop e degustação gastronómica de produtos culinários locais.
Bastava, para isso, a organização da celebração envolver os dirigentes dos diversos meios de alojamento na localidade, para o convite de todos os hóspedes (nacionais ou estrangeiros).
Assim era por aqui: De dentro para fora; do receptor para o emissor; de pessoas para pessoas.
Luis Gonçalves. Je suis comme ça et j'aime! Penso que sim acho que não ignoro a Liberdade de pensar que conquistei muitos não apreciam a verdade. Nota: Apesar de escrever em desacordo com o ultimo AO, não significa que não observe a evolução. É só porque entendo que a etimologia da palavra é a raíz que sustenta a cultura de um povo.
https://follow.it/quepenatenho
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Mundial do Turismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Mundial do Turismo. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
domingo, 28 de abril de 2019
As cores do dia de um trabalhador de hotelaria
São
constantes as lamentações de empresários e de gestores hoteleiros da escassez
de mão-de-obra para garantirem os serviços que aos empreendimentos turísticos,
hoteleiros e de restauração compete prestar aos hóspedes e clientes.
Quanto a
isso, começo por não concordar com o vocábulo “mão-de-obra” que sugere alguma falta de consideração pelo valor dos Recursos Humanos.
Afirmam alguns de já não se encontrarem disponiveis recursos humanos qualificados; muitos se queixam já da dificuldade de encontrarem, até, pessoas semqualificação para trabalhar no sector.
Se dividíssemos o dia em 3 partes iguais, cada uma com a sua cor, teríamos: vermelha para o sono, azul para o trabalho e verde para o lazer, convivência em sociedade, e afazeres particulares.
Mesmo noutras áreas de actividade, estas cores deixaram de ser um guião para a felicidade humana a troco de um telemóvel, de um computador, de um automóvel. As pessoas deixaram de ter tempo para usufruírem a vida, passando a estar permanente ligadas através das modernas tecnologias.
As cores do
dia misturam-se. Ficam castanhas, escuras, deprimentes.
A hotelaria está cada vez mais desumanizada devido ao uso excessivo das tecnologias, tendo sido criados modelos que retiram a clientes a capacidade de se consciencializarem de que as coisas não aparecem feitas automaticamente, bastando carregar num botão, que há uma intensa intervenção humana.
Quem trabalha em hotelaria tem que estar ciente de que é uma actividade de imprevistos, de picos de afluência de clientela e, que por isso, o seu contributo pode ser requerido após a duração normal do período laboral, para a satisfação dos dlientes e consequente êxito da exploração. Um empregado de hotelaria sabe que não tem um emprego nine-to-five.
Mas percepcionamos, especialmente na área de restauração, uma quase ausência de gestão e uma desorganizada politica de recursos humanos, e um menosprezo pelo direito à vida pessoal para além de trabalhar e de dormir. Em muitos estabelecimentos os “picos” deixam de ser um aumento ocasional da carga de trabalho, passam a uma afluência normal do dia-a-dia para a qual uma equipa preparada para 50 presta diariamente serviço a 100, fora-de-horas, sem direito a retribuição extra e, na maior parte das vezes, com direito ao descanso apenas no dia do encerramento semanal do estabelecimento.
Esta prática
desencoraja qualquer um a trabalhar no sector, que deveria ser prestigiante e
uma oportunidade para produzir e absorver cultura, e de estabelecer relações
sociais saudáveis. A forma como o trabalho é organizado expressa os valores da
sociedade a que pertencemos.
A minha homenagem a quem faz aquilo de que gosta, e disso tira proveito para a sua formação e conhecimento. Porque hotelaria é mesmo para quem gosta. E para que os funcionários trabalhem com gosto, têm de ter reconhecimento moral, financeiro, económico, social e emocional.
A minha homenagem a quem faz aquilo de que gosta, e disso tira proveito para a sua formação e conhecimento. Porque hotelaria é mesmo para quem gosta. E para que os funcionários trabalhem com gosto, têm de ter reconhecimento moral, financeiro, económico, social e emocional.
Labels:
Alojamento Local,
Bacalhau à moda de Punhete,
Cidade Perfeita,
Codigo de Etica de Turismo,
Constância,
Contenção turística,
Conversas de café,
Dia Mundial do Turismo,
Eco-Hotel Constancia,
Economia Relacioal,
Estratégia para Turismo,
Futuro da Hotelaria,
Gestão Hoteleira,
Nivel de serviços e qualidade,
O 25 de Abril,
Tendência,
Turismo para todos,
Turista do Futuro
domingo, 13 de janeiro de 2019
Indústria, Cultura, Turismo
O Turismo
não é, por si só, uma actividade económica, mas antes, o resultado de várias
motivações e a necessidade de adquirir conhecimento e absorver culturas, que
faz o indivíduo viajar para outros lugares e enriquecer o conhecimento,
interagindo com os povos visitados. Concertos,
gastronomia, actividades secundárias, descoberta, paisagismo, culturas e modos
de viver, conhecimento, são motivações do turismo gastronómico, contemplativo,
de lazer, do conhecimento, militar, industrial, etc.
A mais
antiga empresa industrial de Portugal, segundo registos, é a Celulose do Caima.
A sua história, a evolução ao longo de 130
anos e a sua responsabilidade económica
e social, estão visíveis na exposição na Casa-Memória Camões em Constância.
Antes o
algodão, o linho e o cânhamo eram os produtos que eram utilizados na confecção
do papel.
Em 1888 a
família anglo-sueca Bergvist residente no Porto, funda a sociedade The Caima Timer Estate & Wood Pulp Company, Lda e adquire, no ano
seguinte, uma quinta nas margens do rio Caima, onde foi implantada e inaugurada
em 1891 a Fábrica de Pasta de Papel.
O seu
primeiro gerente foi o britânico William Cruikshank, ex-proprietário da quinta
e, até então, director das Minas do Palhal.
Cotada em
Bolsa, em 1922 a multinacional Hibstock adquire 500 ações na Bolsa de Londres,
tornando-se no principal shareholder.
Hoje a
Fábrica produz celulose solúvel, muito aplicada na industria têxtil, e em
variados sectores.
Hoje a Caima
é auto-suficiente em electricidade, tem a sua própria produção de energia
eléctrica renovável, suficiente para fornecer todo o concelho.
Uma longa
história de desenvolvimento económico, mas também de alguns sobressaltos
sociais, acessível ao público na exposição “De Albergaria a Constância- 130
anos de inovação”, patente ao público na Casa-Memória Camões em Constância até
ao dia 18 de Maio 2019.
Há lugar a
conferências, às 17h30 nas seguintes datas:
18 Jan: “Os
Ingleses da Caima”, por Sofia Costa Macedo
15 Fev:
“Antes era o vapor: contribuições para o estudo histórico da energia na Caima”,
por Susana Pacheco
22 Mar: “Na
génese da Fábrica de Papel da Caima: Minas, Quintas e Madeiras”, por Jorge Custódio.
Constância: Visitar e ficar |
domingo, 27 de setembro de 2015
A influência de Napoleão Bonaparte no Turismo Português
Uma das formas de celebrar o Dia Mundial de Turismo que hoje se comemora, é recuar no tempo e compreender alguns factos históricos.
A primeira invasão francesa comandada pelo marechal Junot, ordenada por Napoleão Bonaparte veio acelerar a transferência da corte, representada pelo Príncipe Regente D. Joao VI, para o Brasil, em Novembro de 1807, onde permaneceu durante 14 anos.
A frota era composta por 14 navios onde viajaram 15.000 pessoas.
A Coroa Portuguesa acabou por perder o Brasil quando D. Pedro I, filho de D. Joao VI, proclamou a sua independência, após o regresso do Rei a Portugal, por exigência dos Portugueses, como consequência do triunfo da Revolução de 1820.
(Foto: Revista Militar)
A Agência Abreu, fundada no Porto em 1840, pelo Sr. Bernardo de Abreu, ainda hoje pertence à mesma família e descendentes directos, da quinta geração.
Iniciou as suas actividades no reinado de D. Maria II de Portugal, filha do imperador D. Pedro I do Brasil e que posteriormente veio a ser o rei D. Pedro IV de Portugal para garantir a sucessão no trono à sua filha.
Nessa época era grande a emigração do norte de Portugal, das províncias do Minho e de Trás-os-Montes, bem como da Galiza, no norte de Espanha, para a Venezuela e para o Brasil.
O Sr. Bernardo de Abreu, conceituado comerciante da cidade do Porto, que havia sido também imigrante no Brasil, abriu a Agência Abreu para tratar dos passaportes, dos vistos de emigração e da passagem de navio para a América do Sul, sobretudo para os que pretendiam emigrar para o Brasil.
Após a Segunda Guerra Mundial, o incremento da aviação comercial encurtou as distâncias entre os continentes. Iniciou então a Agência Abreu a sua expansão no âmbito do turismo internacional. Com frequência clientes do Brasil solicitavam, por intermédio de agências de viagens brasileiras, que a Agência Abreu organizasse viagens pela Europa, na maior parte das vezes operadas em grandes automóveis americanos, com guia motorista.In: história da Agência Abreu
A companhia britânica Cox & Kings, criada em 1758, é a agência de viagens mais antiga do mundo e Thomas Cook um de seus mais notáveis pioneiros, por seu planeamento desde 1841 de excursões religiosas em grupo, começando por utilizar comboios (Wagons-Lits Cook).
Com sede em Madrid, a OMT é uma agência especializada das Nações Unidas e um fórum global para o debate das questões da política de turismo da qual Portugal é membro efectivo desde 1976. Em 1979 ficou estabelecido que, a partir do ano seguinte, seria comemorado o Dia Mundial de Turismo no dia 27 de Setembro. Até 1974 Portugal celebrava o seu Dia de Turismo no dia 25 de Abril, enaltecido pelo fado afrancesado “Avril au Portugal”. O Director-Geral do Turismo relembrava os hoteleiros, através de carta, do significado desse dia, e as meninas do ISLA desdobravam-se por estações de comboios e aeroportos a distribuir cravos vermelhos.
Hoje viaja-se à procura de emoções à procura de novas experiências; à procura de novas culturas e aventuras criando assim oportunidades ao aparecimento e diversificação de actividades económicas ligadas ao Turismo. O turista é hoje independente, e cria virtualmente os seus programas via online, que consubstancia no encontro das suas emoções e expectativas.
Hoje, dia 27 de Setembro, é lançada a GRZ33 – Grande Rota do Zêzere desde a nascente, na Serra da Estrela, até à Foz, em Constância.
</>
A primeira invasão francesa comandada pelo marechal Junot, ordenada por Napoleão Bonaparte veio acelerar a transferência da corte, representada pelo Príncipe Regente D. Joao VI, para o Brasil, em Novembro de 1807, onde permaneceu durante 14 anos.
A frota era composta por 14 navios onde viajaram 15.000 pessoas.
A Coroa Portuguesa acabou por perder o Brasil quando D. Pedro I, filho de D. Joao VI, proclamou a sua independência, após o regresso do Rei a Portugal, por exigência dos Portugueses, como consequência do triunfo da Revolução de 1820.
(Foto: Revista Militar)
A Agência Abreu, fundada no Porto em 1840, pelo Sr. Bernardo de Abreu, ainda hoje pertence à mesma família e descendentes directos, da quinta geração.
Iniciou as suas actividades no reinado de D. Maria II de Portugal, filha do imperador D. Pedro I do Brasil e que posteriormente veio a ser o rei D. Pedro IV de Portugal para garantir a sucessão no trono à sua filha.
Nessa época era grande a emigração do norte de Portugal, das províncias do Minho e de Trás-os-Montes, bem como da Galiza, no norte de Espanha, para a Venezuela e para o Brasil.
O Sr. Bernardo de Abreu, conceituado comerciante da cidade do Porto, que havia sido também imigrante no Brasil, abriu a Agência Abreu para tratar dos passaportes, dos vistos de emigração e da passagem de navio para a América do Sul, sobretudo para os que pretendiam emigrar para o Brasil.
Após a Segunda Guerra Mundial, o incremento da aviação comercial encurtou as distâncias entre os continentes. Iniciou então a Agência Abreu a sua expansão no âmbito do turismo internacional. Com frequência clientes do Brasil solicitavam, por intermédio de agências de viagens brasileiras, que a Agência Abreu organizasse viagens pela Europa, na maior parte das vezes operadas em grandes automóveis americanos, com guia motorista.In: história da Agência Abreu
A companhia britânica Cox & Kings, criada em 1758, é a agência de viagens mais antiga do mundo e Thomas Cook um de seus mais notáveis pioneiros, por seu planeamento desde 1841 de excursões religiosas em grupo, começando por utilizar comboios (Wagons-Lits Cook).
Com sede em Madrid, a OMT é uma agência especializada das Nações Unidas e um fórum global para o debate das questões da política de turismo da qual Portugal é membro efectivo desde 1976. Em 1979 ficou estabelecido que, a partir do ano seguinte, seria comemorado o Dia Mundial de Turismo no dia 27 de Setembro. Até 1974 Portugal celebrava o seu Dia de Turismo no dia 25 de Abril, enaltecido pelo fado afrancesado “Avril au Portugal”. O Director-Geral do Turismo relembrava os hoteleiros, através de carta, do significado desse dia, e as meninas do ISLA desdobravam-se por estações de comboios e aeroportos a distribuir cravos vermelhos.
Hoje viaja-se à procura de emoções à procura de novas experiências; à procura de novas culturas e aventuras criando assim oportunidades ao aparecimento e diversificação de actividades económicas ligadas ao Turismo. O turista é hoje independente, e cria virtualmente os seus programas via online, que consubstancia no encontro das suas emoções e expectativas.
Hoje, dia 27 de Setembro, é lançada a GRZ33 – Grande Rota do Zêzere desde a nascente, na Serra da Estrela, até à Foz, em Constância.
Subscrever:
Mensagens (Atom)