sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Influências dos baixos preços



Os preços baixos, à custa de baixos custo (Low Cost) têm por finalidade a acessibilidade a todas as classes, e como consequência mudança de hábitos e mentalidades.
Chamo a atenção para a forma de escrever (não aderi ao AO) e para a maneira vintage como vejo os fenómenos Low Cost.
Se eu fosse detentor do conhecimento, diria que os meios de transporte tiveram desde sempre uma enorme influência no desenvolvimento dos povos, aproximando-os para adquirirem conhecimento, para socializarem, para negociarem.
As “máquinas de marketing” encarregaram-se de criar a necessidade de viajar em lazer como forma de terapia, de enriquecimento intelectual, como compensação dos largos meses de trabalho.
A evolução tecnológica trouxe a todos ferramentas, que as gerações mais novas usam com toda a mestria, na programação de deslocações, permitindo a reserva de passagens aéreas, meios de alojamento, lugares a visitar, espectáculos, etc., sem a intervenção do tradicional agente de viagens.
Os voos de baixo preço (Low Cost) vieram alterar o paradigma do turismo e do turista. É a era do conhecimento, de vivenciar experiências, de influenciar as populações dos lugares que visita. É um turista informal.
Simultaneamente novas formas de alojamento surgiram, cuja categoria ou localização pouco importam.

As regras impostas pelas Low Cost contabilizam milimetricamente o espaço e o tempo, cobrando extras avantajados por bagagem, porque  o consumo de combustível está relacionado com o peso da carga. Quer um lugar à frente? Na janela? Na coxia? Paga extra.
Por isso, transportar ferro de engomar, fato, muda de roupa, chinelos, sapatos extra, pertence ao passado. Hoje viaja-se com o mínimo, com os trapinhos sobre o corpo que às vezes não são muitos e são até multi-funcionais.  E esta realidade influencia o povo acolhedor; adere à moda, abre-se-lhes a mente, experienciam.
Pensava eu que um hostel    era para gente jovem, com reduzido poder económico. NADA DISSO. Há frequentadores de todas as idades e classes sociais. É um fenómeno sociológico – tal como TURISTAR.
Este movimento de informalidade desmistifica a “escultura” imaginada por dentro de um fato ou vestido clássico porque aparece aos nossos olhos com toda a naturalidade

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Arte de Viver




Viver é uma responsabilidade individual. Viver bem é uma arte.
Viver com arte é ter a arte de encontrar a felicidade em tudo o que vemos e fazemos e de transmitir aos outros este sentimento.
Viver com arte depois de ter terminado a sua actividade profissional, requer uma vida activa contínua, não necessariamente nas mesmas circunstâncias , mas manter-nos activos, “ginasticando” o cérebro e o físico por forma a podermos exibir (e usufruir) de uma Mens Sana in Corpore Sano.
Reconhecido nacional e internacionalmente como gestor e professor de hotelaria, passou a sê-lo, também, com a sua arte.
Manuel Ai Quintas

* Há pessoas que veem a reforma conquistada após tantos anos de trabalho como um desperdício despejado no lixo. Umas vivem em estado de permanente angústia e outras refugiam-se na bebida alcoólica, numa vida pouco saudável. Não são felizes.

* Há pessoas que veem a reforma como um prémio pelos serviços que prestaram à sociedade onde se inseriram profissionalmente; vivem uma vida de descoberta  de outros valores que contrariam a monotonia de uma vida mal vivida.
* Há ainda aquelas pessoas que continuam uma vida activa em actividades iguais ou complementares às que desempenharam, por conta-própria ou de outros, encontrando em cada coisa que fazem ou pessoa com que contactam elementos diversificadores para não viverem uma rotina. Dedicam-se a causas em beneficio dos outros, etc.
Desconhecido a ginasticar os dedos tentando criar o imaginário album "Treinos para a amnésia"

* Por último, há aqueles que, na sua gratificante e   vida activa intensamente vivida, desempenharam papeis tão importantes, que influenciaram, que inspiraram com a sua sabedoria, conselhos  e savoir-faire, que tiveram uma   intervenção decisiva na maioria das situações, que,  compreensivelmente sentirão nostalgia desses tempos. Uns descobrem capacidades que provavelmente desconheciam possuir; outros “fazem uso” das capacidades que em segredo guardavam; capacidade de fazer e transmitir arte nas diversas formas de expressão continuando, assim, uma vida com arte que sempre viveram.

Segundo o filósofo, O homem não nasceu para trabalhar, mas para ser feliz!


quinta-feira, 5 de julho de 2018

A Nova Geração de Reclamações

Numa adiantada fase de investigação e concepualização da Inteligência Artificial, que se colocam em campo  micro-investigadores nano-mosquitos comandados por algoritmos para inspeccionarem a legalidade e legitimidade internacional da aplicação de drones auto-controlados em actos bélicos, chega a todas as actividades económicas a obrigação de aderirem ao Livro de Reclamações Electrónico. 
Vai excluir os info-excluídos por vontade própria ou por iliteracia internética? Não, porque continua a obrigatoriedade da existência dentro dos estabelecimentos (e só aí pode ser disponibilizado ao utente) do livro em papel.
 Vai a reclamação à distância distanciar o utente ou cliente do prestador de serviços?
Não, porque este dispõe de um prazo de 15 dias para responder electronicamente à reclamação.

É inegável o interesse da possibilidade de o cidadão reclamar electronicamente, em especial dos serviços prestados deficientemente ou pela ausência d clareza  por “gigantes dominadores” como telecomunicações, electricidade e água, gás natural, que possuem uma barreira que os separa da insignificância do consumidor chamada Help Desk ou Call Center que nada resolve.
 Durante os próximos 360 dias todos os agentes que exerçam actividade em estabelecimento aberto ao público são obrigados a aderir ao LRE. E parece que não é gratuitamente.

Um amigo meu afirmava, com orgulho, que durante mais de 30 anos que exerceu funções de responsabilidade em hotéis, houve apenas  um caso de reclamação escrita devida a deficiente comunicação do funcionário. Esse meu amigo entra no gabinete, vê o livro de reclamações em cima da secretária, contacta o cliente reclamante com quem se reuniu de imediato. Ambos chegaram à conclusão de que era uma deficiência estrutural de um espaço publico e a inaptidão do funcionário que estiveram na origem da reclamação. A conversa foi de tal forma compreendida que o cliente escreveu à ex-D.G.T. solicitando a anulação da reclamação.
É este o poder da comunicação, que todos nós aprendemos, assimilámos e pomos em prática numa saudável politica de Relações Rúblicas – modernamente chamadas Consumer Relations Management - que aparentemente vai ser desvalorizado.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

A questão da Protecção de Dados Pessoais analisada sob outro prisma

Tem sempre razão, o cliente?
Deixou de ser necessária a autorização da CNPD para a instalação de sistemas de videovigilância. O responsável pelo espaço passa a ser o responsável pelo cumprimento de todas as regras, nomeadamente a de colocar o aviso “Para a sua protecção, este local é objecto de videovigilância”.
Há, porém espaços que, pela sensibilidade das tarefas aí executadas os direitos dos prestadores de cuidados são comprometidos se não dispuserem, apesar da sensibilidade, de sofisticado equipamento de gravação de imagem e, mesmo, de som.
Refiro-me aos Spas com gabinetes de massagens, sauna, etc., onde os clientes deveriam ser obrigados a assinar uma declaração de não-oposição à transmissão de dados pessoais de imagem e identificação às autoridades de investigação criminal e judicial.
Vem isto a propósito de um caso relatado na Revista Canadiana SPA EXECUTIVE de 15 de Maio: O agente de polícia a quem uma jovem terapeuta de massagens tentou apresentar queixa, respondeu que no seu trabalho o assédio sexual não é de estranhar e é mesmo de esperar, porque faz parte daquele género de trabalho.
A CBC deu conta de que Claudia Cavalière, de 20 anos, disse que estava a massajar um cliente que, se começou a roçar na marquesa, virou-se para cima e se começou a masturbar sem nada dizer, a não ser pedir-lhe um lenço de papel.
“She is quoted as saying, “I didn’t know what to do. I just froze.” She left the room and found a colleague who took her to another room. The colleague then went and told the client to leave. “I couldn’t speak. I was hyperventilating. I was crying. I was sitting on the floor in the corner of the room, panicking,” Cavaliere said.”
Nota: O cliente tinha dado identidade e contactos falsos.

SPA Paris

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Desafios, Oportunidades e Dúvidas da Protecção de Dados Pessoais

 Tardiamente a Europa acordou para a realidade do comércio de dados pessoais. Escrevo, obviamente, sem conhecimento de casos concretos, mesmo daqueles casos em que há uma intrusão abusiva na vida privada, para efeitos mercantis ou comerciais, sob a máscara de uma preocupação com a saúde e bem-estar e status quo.
O Regulamento Geral de Protecção de Dados que teve como que um período de adaptação de 2 anos, entra em vigor no próximo dia 25 de Maio simultaneamente nos 28 países-membros da União europeia.
(imagem recolhida da Google)

Ao titular de Dados Pessoais (Cidadão) são consagrados vários direitos: oposição, consentimento, alteração, apagamento, etc.
A empresa que recolhe dados tem de obter o explicito consentimento e dar a explicação de qual a finalidade de dados ( o titular tem o direito de não querer receber um e-mail no dia do seu aniversário, mesmo que seja uma oferta ou promoção).
DUVIDAS
Para algumas empresas, este regulamento vem aumentar o sentimento de cepticismo em relação à Comunidade com mais esta imposição ditatorial que, como tantas outras, não tem em conta a especificidade cultural e civilizacional de cada país.
Para o cidadão comum, este regulamento vem protege-lo de abusos de utilização de seus dados contra a sua vontade; mas não o protege de si-próprio quando divulga os seus dados e estados de alma nas redes sociais.
AMEAÇAS
Poderá perigar milhares de postos de trabalho especialmente operadores de call-centers e de empresas de tele-vendas.
OPORTUNIDADES
As empresas que tratam massivamente de dados pessoas (exemplo os bancos e empresas de telecomunicações ) Entidades e Organismos Públicos necessitam de contratar um DPO (Data Protection Officer), dentro de seus quadros, ou externo em regime de avença ou contratação a tempo parcial. Portanto novas carreiras se vão formando.
Como nota final, todas as empresas que recolhem dados pessoais e os tratam devem implementar internamente o processo. As coimas são dissuasoras.
Mesmo a nível de alojamento e economia corporativa, o cliente tem que autorizar a utilização dos seus dados, saber a finalidade deles e saber quando serão destruídos).
Exemplo de alojamento mesmo em economia relacional

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Competitividade à custa de anti-ética social



  
Os empregados de uma fábrica da Amazon urinam em garrafas de plástico porque receiam serem despedidos se forem às instalações sanitárias/Wc’s.

De acordo com uma investigação que o jornalista James Bloodworth publicou no The Sun, o armazém de Rugeley em Staffordshire, Reino Unido, as ausência dos trabalhadores eram superiores  de 10 minutos porque as casas de banho estão longe da zona de trabalho.
O armazém com 4 andares, onde trabalham mais de 1200 pessoas possui duas casas de banho no piso térreo.

Bloodwirth entrou na fábrica para verificar a situação do pessoal de Amazon. Fez turnos de 10 horas e andou uma média de 16 quilómetros diários no armazém para encontrar um livro sobre baixos salários em Inglaterra.
Além disso apercebeu-se do rigoroso control que Amazon tem sobre os seus empregados, que estão proibidos de usar blusões com carapuço, óculos de sol e não podem entrar com telemóveis por questões de segurança.

De outro lado, a empresa líder de serviços em computação acrescentou que se assegura que todos os empregados tenham fácil acesso às casas de banho, que se encontram a curta distância.

An Amazon spokesman said: "Amazon ensures all of its associates have easy access to toilet facilities which are just a short walk from where they are working.

"Amazon provides a safe and positive workplace for thousands of people across the UK with competitive pay and benefits from day one.
"We have a focus on ensuring we provide a great environment for all our employees and last month Amazon was named by LinkedIn as the 7th most sought after place to work in the UK and ranked first place in the US."

The Sun, 15th April 2018

It meant workers operated a “toilet bottle” system.
Mr Bloodworth said: “People just peed in bottles because they lived in fear of being ­disciplined over ‘idle time’ and ­losing their jobs just because they needed the loo.
Luis Gonçalves à procura de destino