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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O Ecranismo e a Morte da Cortesia: Quando a Beata Cai Antes do Raciocínio

(Artigo escrito por IA)

 Imagina a cena: uma esplanada agradável, mesas com cinzeiros, uma brisa regenerativa, o cantar dos pardais a meio da manhã...O cenário perfeito para o civismo, certo? Errado. O que vemos são pessoas de pescoço dobrado, hipnotizadas pelo brilho do smartphone, a atirar beatas para o chão enquanto o cinzeiro está a escassos centímetros da mão.

Este gesto, aparentemente sem importância,  é o sintoma de uma doença maior: a dependência excessiva da tecnologia que nos desconecta da realidade física e do respeito pelo espaço comum. Inclusivamente não reparar na sinaletica "proibido fumar".
Ninguém lê, todos olham
A verdade é dura: hoje em dia, quase ninguém lê um regulamento ou um edital de boas práticas. Se a lei não for mastigada e publicitada através de uma pequena história em vídeo ou de um conteúdo rápido na televisão/redes sociais, ela simplesmente não existe para o "cidadão distraído".
Desde 2019, em Portugal, a Lei n.º 88/2019 proíbe o descarte de beatas no chão, prevendo coimas que podem chegar aos 250 euros. Mas quem é que sabe isso enquanto faz scroll infinito no Instagram?
Se a educação pelo exemplo e pela leitura falhou, talvez a solução passe por uma presença mais humana e inesperada. Imagina ações policiais de cidadania, com agentes à civil, estrategicamente colocados:
  • À porta das escolas: para que os jovens entendam que a liberdade digital não os desculpa da responsabilidade ambiental.
  • Nas esplanadas e hospitais: onde o fumo e o lixo tecnológico se misturam com a falta de consciência.
Não se trata de um "Estado Policial", mas sim de uma polícia de bons costumes moderna — agentes que, em vez de apenas multarem, confrontam o cidadão com a sua própria distração. "Desculpe, o senhor deixou cair a sua consciência no chão, junto com essa beata."
O Desafio
A tecnologia deveria ampliar a nossa capacidade de pensar, não reduzi-la a um reflexo condicionado de luzes e sons. Ser cidadão exige presença. Exige olhar para cima, ver quem está ao lado e perceber que o chão que pisamos não é um caixote do lixo virtual.
Da próxima vez que estiveres numa esplanada, experimenta o radical: larga o telemóvel e usa o cinzeiro. O teu raciocínio — e a cidade — agradecem.





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