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domingo, 5 de julho de 2026

Ribatejo Fica em Ti

 


O Jornal Online Opção Turismo divulgou a iniciativa para a divulgação da região do Ribatejo. Mesmo sendo um leigo nas técnicas de campanhas turísticas, eu devo reconhecer um enorme talento à agência de comunicação New Light Pictures, nas pesquisa  que teve de efectuar para ligar os objectivos da campanha ao público-alvo.

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo lançou uma nova campanha de comunicação dedicada ao Ribatejo, com o objetivo de reforçar a notoriedade do destino junto do mercado nacional e incentivar o crescimento da procura turística. Sob o slogan Ribatejo fica em ti”, a iniciativa procura destacar a autenticidade da região através de uma abordagem centrada nas emoções e nas experiências proporcionadas aos visitantes.

Concebida pela agência New Light Pictures, a campanha é protagonizada por uma mulher e o seu cão, que percorrem o Ribatejo numa viagem sem destino definido.”

Dados estatísticos

Cerca de 66% dos portugueses passam férias, na sua maioria em destinos nacionais.

Em 2 milhões de lares portugueses (54% a 60%) reside pelo menos um animal de estimação.

A nível europeu, Portugal destaca-se com 39% das habitações a incluir um cão, sendo um dos países com maior ligação a animais de companhia. (Fonte: Idealista)

Segundo a Nielsen , existe uma forte ligação emocional, 47% dos inquiridos considera o cão como um membro da família.
A GFK )  explica que esta tendência deve-se às alterações dos núcleos familiares, bem como à evidência de que os animais de estimação contribuem para o bem-estar físico e psicológico dos “donos”.

Alojamento

Na definição da estratégia, certamente que a agência tem uma ideia de quantos estabelecimentos de alojamento aceitam animais.

A Booking apresenta cerca de 1280 meios de alojamento no Ribatejo sendo que 150 serão hoteis e apartamentos.

Por enquanto os exploradores dos meios de alojamento são livres de decidir se aceitam ou não animais. Há estabelecimentos que não os aceitam por vários motivos, desde alergias, dificuldade em contratar pessoas para limpezas, e muitas outras.

Os que aceitam, quais as limitações? E penso que já está ultrapassada a ideia de canil no hotel, dada a forte ligação pessoa-animal.

  • Quais os animais aceites: cães, gatos ou outras espécies? (Há quem tenha rastejantes como animais de estimação)

  • Existe um limite de peso para o animal de estimação?

  • Custos adicionais: se há taxa extra por noite ou para limpeza.

  • Comodidades: se o espaço providencia camas, comedouros ou áreas verdes.     O Ribatejo tem tanto para ver


terça-feira, 30 de junho de 2026

Amanhã pensamos nos efeitos

 Termina brevemente a participação pública no Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER)

Olhamos para as nossas planícies e encostas e, onde antes vibrava a harmonia da natureza, estendem-se agora mares de espelhos reflectores.  
Sob o pretexto de salvar o planeta, assistimos à fragmentação de ecossistemas inteiros. A fauna local, desde as aves  aos pequenos mamíferos que habitam o solo, vê as suas rotas cortadas e os seus habitats desfeitos por vedações e estacas de metal.
A urgência climática não pode justificar a criação de novas cicatrizes. Rasgar a paisagem com megaparques fotovoltaicos introduz também riscos que ignoramos levianamente. 
*O reflexo inesperado e intenso destes imensos tabuleiros de vidro pode transformar-se num perigo real de encandeamento, comprometendo a segurança de quem apenas tenta regressar a casa. 
* Deixa de haver solos permeáveis, aumentando assim o risco de cheias.
*A preparação de  terrenos para a instalação dos painéis adultera os lençois freáticos.
*A alteração drástica do microclima local e a perda visual da nossa identidade natural trazem uma sensação de desassossego e saturação, afetando o bem-estar e a saúde mental das comunidades que sempre viveram em comunhão com o horizonte.

Mas há um caminho assente na esperança. Mudar de rumo não significa desistir do futuro; significa desenhá-lo com inteligência e respeito.
A verdadeira energia limpa não precisa de competir com a biodiversidade. 
A solução está mesmo por cima de nós, dependente de sábias decisões. Imagine-se cada fábrica, cada grande superfície, hospital ou hotel a transformar o seu próprio telhado e terrenos anexos numa central geradora de eletricidade. O sol que hoje bate no asfalto e no betão pode ser captado ali mesmo, sem deitar abaixo uma única árvore, sem afugentar nenhuma espécie, e sem criar clarões perigosos nas bermas das autoestradas.
Esta transição descentralizada ganha força quando as pessoas são chamadas a intervir.
 Ao apoiar os pequenos empresários e as famílias , com vantagens fiscais e crédito sem juros, devolvemos a autonomia a quem move o país. O futuro que queremos construir não é feito de campos industriais áridos disfarçados de verdes; é feito de telhados vivos, vilas auto-suficientes e cidadãos livres. Podemos ter uma energia profundamente limpa e, ao mesmo tempo, manter intactos os nossos horizontes, as nossas florestas e a segurança de quem viaja. O amanhã pode ser luminoso, sem nunca apagar a vida da nossa terra.
A nível técnico, qual o destino dos painéis no fim de vida útil (20 ou 30 anos)? Continuaremos a usuifruir da Natureza?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O Ecranismo e a Morte da Cortesia: Quando a Beata Cai Antes do Raciocínio

(Artigo escrito por IA)

 Imagina a cena: uma esplanada agradável, mesas com cinzeiros, uma brisa regenerativa, o cantar dos pardais a meio da manhã...O cenário perfeito para o civismo, certo? Errado. O que vemos são pessoas de pescoço dobrado, hipnotizadas pelo brilho do smartphone, a atirar beatas para o chão enquanto o cinzeiro está a escassos centímetros da mão.

Este gesto, aparentemente sem importância,  é o sintoma de uma doença maior: a dependência excessiva da tecnologia que nos desconecta da realidade física e do respeito pelo espaço comum. Inclusivamente não reparar na sinaletica "proibido fumar".
Ninguém lê, todos olham
A verdade é dura: hoje em dia, quase ninguém lê um regulamento ou um edital de boas práticas. Se a lei não for mastigada e publicitada através de uma pequena história em vídeo ou de um conteúdo rápido na televisão/redes sociais, ela simplesmente não existe para o "cidadão distraído".
Desde 2019, em Portugal, a Lei n.º 88/2019 proíbe o descarte de beatas no chão, prevendo coimas que podem chegar aos 250 euros. Mas quem é que sabe isso enquanto faz scroll infinito no Instagram?
Se a educação pelo exemplo e pela leitura falhou, talvez a solução passe por uma presença mais humana e inesperada. Imagina ações policiais de cidadania, com agentes à civil, estrategicamente colocados:
  • À porta das escolas: para que os jovens entendam que a liberdade digital não os desculpa da responsabilidade ambiental.
  • Nas esplanadas e hospitais: onde o fumo e o lixo tecnológico se misturam com a falta de consciência.
Não se trata de um "Estado Policial", mas sim de uma polícia de bons costumes moderna — agentes que, em vez de apenas multarem, confrontam o cidadão com a sua própria distração. "Desculpe, o senhor deixou cair a sua consciência no chão, junto com essa beata."
O Desafio
A tecnologia deveria ampliar a nossa capacidade de pensar, não reduzi-la a um reflexo condicionado de luzes e sons. Ser cidadão exige presença. Exige olhar para cima, ver quem está ao lado e perceber que o chão que pisamos não é um caixote do lixo virtual.
Da próxima vez que estiveres numa esplanada, experimenta o radical: larga o telemóvel e usa o cinzeiro. O teu raciocínio — e a cidade — agradecem.





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