sábado, 9 de dezembro de 2017
A importância da comunicação na eficiência das operações
Sem qualquer saudosismo doentio, mas antes, lançando um olhar à distância, dei comigo a pensar na modernidade do hotel onde dei os meus primeiros passos na hotelaria em Setembro de 1967: O Hotel Estoril-Sol em Cascais.
Considerado o maior de Portugal durante anos (22 andares e 404 quartos) era também o mais moderno e, talvez o mais eficiente. Foi concebido, naturalmente, por quem conhecia a fundo a actividade hoteleira e dava grande importância à comunicação entre departamentos e entre pessoas como a chave para a eficiência.
Também a comunicabilidade entre a produção (Cozinhas, Economato, Dispensas) e as de exploração (restaurantes, bares, salões de eventos) foi pensada ao pormenor. Na ombreira da porta de cada quarto existiam 3 sinais luminosos estilo semáforo comandados por uma chave especial que indicava a presença da empregada a fazer a saída (vermelho) a manutenção (amarelo). Quando a empregada tirava a chave, ficava a cor verde. Um painel gigantesco luminoso indicava, na Recepção, o estado de cada um dos 404 quartos.
A transmissão de informações importantes era assegurada pelo sistema de Tubos Pneumáticos, em cápsulas, estilo lata de bolas de ténis propulsionadas por vácuo, onde se inserem os documentos a transportar (caso de saída inesperada para os departamentos certificarem a existência ou não de consumos de clientes, comunicações da direcção para os chefes de departamento, etc.). As cápsulas atingem uma velocidade média de 10 metros por segundo. No Estoril-Sol a central passava pelo Back-Office e percorria todos os ofícios e gabinetes de trabalho dos 22 pisos.
Estávamos no tempo do SNI, da Sociedade Propaganda de Cascais, do Corso Carnavalesco promovido pela SPC pela Sociedade Estoril-Sol.
Histórias como estas e tantas outras foram por mim gravadas no livro Histórias d’Hotel.
Hoje, surpreendentemente, a maioria dos hotéis ainda usa walkie-talkies para se comunicar entre a Recepção e a Governanta, mas com a tecnologia agora disponível, as empregadas podem usar um smartphone, para entrar no Software PMS e verificar quais os quartos prontos para serem limpos, mudar o estado dos quartos quando são limpos e inspeccionados, ou até mesmo verifique o nome do hóspede antes de bater à porta. Mais eficiente? Não sei. Mas mais exigente em termos de capacidade de adaptação dos colaboradores, sem dúvida.
Texto escrito em desacordo com o AO
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Industria, Turismo, Regeneração da Floresta
Razão tem o presidente da Turismo
Centro de Portugal – Dr. Pedro Machado -
em propor a alteração da ET 2027
como consequência da área ardida na maioria dos municípios integrantes
daquela estrutura e dos avultados prejuízos materiais e paisagísticos.
Esta área ardida desfigurou
completamente a paisagem.
Uma proposta desta dimensão implica a
envolvência de vários ministérios, das autoridades, das autarquias, da
sociedade civil, enfim, do Estado português.
• Não
chegando ao ponto de uma lei taliónica, faria todo o sentido rever o código
penal para provados crimes que atentem colectivamente contra os bens da
natureza, especialmente se resultarem em perdas da vida humana.
• Reduzir
ao máximo o número de embalagens descartáveis, consciencializando que nas
caminhadas é mais saudável beber líquidos por um cantil devidamente isolado
termicamente.
• Colocar
pontos de recolha de materiais descartáveis ao longo de percursos
fluviais, pedestres e de cicloturismo.
• Promover
as boas práticas e exigir das empresas que promovem actividades ao ar livre a
sua aplicação aos seus clientes.
• Considerando
que a floresta ocupa 35% do território, deveriam ser concedidos incentivos
fiscais à produção de energia e combustíveis
de biomassa dos subprodutos da floresta, da indústria da madeira e dos
resíduos sólidos urbanos.
• Incluir
os municípios na elaboração rápida de estudos geográficos e topográficos para oficializar a implantação de
clareiras e a alienação de faixas para
pedestrianismo e cicloturismo em áreas superiores a X quilómetros quadrados.
Essas clareiras deveriam ser lagos e
linhas de água, preferencialmente,
captada da chuva e de furos, mas não como aconteceu aqui perto, segundo
me contaram: havia tanques para os aviões e helicópteros de combate se
abastecerem, mas estiveram vazios
durante a época de incêndios que agora terminou. Os proprietários que não
tivessem meios para os fazer, o município asseguraria a sua realização mediante
pagamento.
• Transformar
extensões ardidas em quintas comunitárias e pedagógicas, captando um turismo
solidário com o ambiente, a natureza, a humanidade, u turista que marca
território e a ele se fideliza.
• Tudo
isto somado teria como resultado a Sustentabilidade Económica, Ambiental,
através de uma consciencialização solidária, emotiva e motivacional.
A Bem do Homem, da
Floresta, do Turismo, da Inteligência
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
TRANQUILIDADE
O meu estado é de tranquilidade em vários aspectos:
PROFISSIONAL: A
actividade turística a que estou ligado
há muitos anos, não vai diminuir em Constância nos próximos anos. Pelo
contrário, espera-se um aumento porque:
- Novas ideias surgirão;
- Haverá maior motivação para uma participação alargada aos
interessados na definição de estratégias para a formação do produto turístico “Constância”
consistente, credível, duradouro, consciente social e ambientalmente, logo,
mais e diversificadas actividades contribuirão para uma melhor saúde económica
do concelho de Constância.
PESSOAL
Desde miúdo que fui educado a respeitar os superiores,
especialmente os legitimamente eleitos. E assim continuarei, reservando-me, contudo, ao
direito de argumentar quando não concordar com decisões ou omissões.
CIVICO
Tranquilo porque, nos últimos meses exerci em plenitude,
dentro das minhas possibilidades, um dever de cidadania e um direito que me
assiste constitucionalmente. Sem atropelos, sem animosidades, que, por isso
mesmo, muito me regozijou. Especialmente porque, quem me convidou, viu algum valor em mim.
ESPERANÇA E OPTIMISMO
- Esperança num futuro mais promissor para os meus
sucessores e para todos os jovens.
- Na minha capacidade de colocar em prática o que aprendi na
vida profissional, pessoal, nas escolas e de continuar a aprender com quem lido
profissional e pessoalmente.
- Optimismo com a certeza de que o que aprendi com os
melhores, com a minha dedicação à aprendizagem e ao estudo e o que humildemente
vou aprendendo na minha convivência diária, é propriedade minha, mas
partilhável num ambiente de honestidade, de reciprocidade, de sinceridade em
objectivos que me provoquem emoções e satisfação pessoal.
De
Constância para todos os meus círculos
sábado, 30 de setembro de 2017
A Rosa do meu jardim
Flor minha, que murchaste,
Que caíste triste e abandonada
Deste mundo traiçoeiro incompreendida,
Humilhada, amada, odiada e ofendida.
Uma estaca para apoio procuraste
De entre as muitas do roseiral onde estavas.
Mas teus picos não chegaram lá.
Tremeste, esmoreceste, porque traíste aqueles
Do meio onde cresceste, da água que te saciou e na qual
Tuas pétalas lavavas.
Meu coração chora de tristeza
E de alegria também.
Porque bela sempre foste, perfume espalhaste.
Mas estavas com toda a certeza,
sábado, 12 de agosto de 2017
A irreversível cedência de Isenção às Minorias
"A medida tem como objetivo promover a inclusão e igualdade."
"Ladies and gentlemen", ou senhoras e senhores, é
uma expressão típica de saudação em vários locais. O metro de Londres é
obviamente um desses sítios, mas agora os condutores, e as gravações pré-gravadas,
vão deixar de usar essa expressão. Será mais do género Hello everybody - Olá a todos!
A linguagem é extremamente importante para a comunidade
LGBT. Damos as boas-vindas aos anúncios neutros", disse o grupo LGBT
Stonewall, em comunicado."
A irreversível cedência de Isenção às
Minorias
Manda a Democracia e a Cidadania que a Tolerância e o
Respeito por Minorias, sejam elas étnicas, religiosas, sexuais, dominantes, culturais,
e outras, constituam algumas das normas
de conduta dos Governos, Autoridades, Autarquias, e de toda a Sociedade.
Tolerância e Respeito não isenta o País, a Região ou a
Edilidade de uma política de inclusão no nosso meio-ambiente, na sociedade e no
respeito pelas leis que nos regem.
Estas normas não significam (e muito menos justificam) , em
meu entender, qualquer submissão num
gesto de fechar os olhos ou de rendição, nem a isenção de responsabilidade deontológica,
civil e criminal no cumprimento da lei, no respeito pelo património e pelos nossos
usos e costumes, pela aplicação da justiça.
Quem não acatar as leis locais deve regressar ao seu local
de origem.
Não é o país acolhedor que se deve submeter às vontades das minorias, alterando seus princípios, tirando vida, inclusivé, a coisas que nasceram para terem vida.
Uma minoria étnica ou cultural ou qualquer outra não é
personalidade jurídica, logo não pode ser acusada. Mas os seus membros, como
pessoas, sim. E é como pessoas que temos que ver e tratar os membros das várias
minorias. Não podemos permitir que se refugiem no clã para escaparem à lei e à
aplicação da justiça, desculpando-se com crenças, preconceitos, hábitos e
tradições dessas minorias.
Dito isto, as nossas autoridades têm toda a legitimidade
para impor a todos os cidadãos que estão no nosso território o cumprimento da
lei, promovendo, antes de mais, acções de familiarização com os bons usos e
costumes e com O Proibido, com O Não-recomendável e com O Permitido.
Aliás, as noções de cidadania deveriam ser transmitidas
antes de serem concedidos documentos oficiais definitivos a quem pede a nossa nacionalidade.
É incompreensível e desoladora a falta de animação intrínseca
a equipamentos (leia-se animação como a vida que as coisas têm):
A
vida num aquário é reconhecida pela existência de peixes, a de um lago pela existência de água corrente ou a borbulhar. Nele se podem aplicar elementos decorativos e/ou úteis, como elementos de dissuasão do uso indevido da
água. Eu poderia apresentar aqui alguns exemplos, mas não fui a isso chamado.
domingo, 18 de junho de 2017
ETC – Ética, Turismo e Cidadania
Ou
Ética e Cidadania para o Turismo pode muito bem vir a ser uma disciplina a leccionar a partir do 5º Ano Unificado.
Nunca é tarde demais, mas já não é cedo para alertar consciências de que o nosso comportamento como cidadãos, empresários, turistas, perante o Ambiente, dita a sustentabilidade ou o insucesso do desenvolvimento económico e social através do Turismo, da região onde habitamos.
“Do parapente à caminhada, passando pela espeleologia, escalada, passeios de BTT, birdwatching, canoagem, mergulho, surf, muitas são as actividades que actualmente estão ao dispor do público em geral, seja no ar, na terra ou na água.” Segundo o Instituto para a Conservação da Natureza, é responsabilidade inalienável de todos os praticantes de actividades de ar livre o respeito pela natureza, biodiversidade, património cultural e populações locais.
O que vemos em algumas esplanadas são beatas no chão, mesmo existindo cinzeiros em cima das mesas. O que vemos nas bermas das nossas estradas, dos caminhos e trilhos, no percurso de algumas rotas são garrafas vazias de plástico, garrafões, sacos, papeis, lixo; sinalética deteriorada ou ilegível; tudo isto demonstra uma autêntica ausência de ética, de cidadania, um ataque ao ambiente, e um total desrespeito pela segurança e bem-estar das pessoas.
Do outro lado encontramos traçados de rotas sem qualquer segurança para cicloturistas, pedestrianistas, automobilistas.
O substancial aumento de turistas e visitantes, porque “Portugal é IN” devido sobretudo a transportes baratos, insegurança noutros países, parece ter despertado a ganância desmedida de vender, por exemplo, 25 cl de água por 2 Euros em alguns cafés, restaurantes, esplanadas. Depois, quando vier a pacificação (espero que por meios pacíficos), lamentamos a nossa má-sorte no funeral da "galinha dos ovos d'oiro".
Hábitos de consumo e de comercialização terão de mudar. Por maiores compromissos que Tratados prevejam, e boas vontades neles se professe, de nada vale se não começarmos por respeitar e exigir o respeito pelo Código de Ética Mundial para o Turismo. Talvez começar por proibir o consumo e venda de bebidas em embalagens descartáveis. O comprador ou traz cantil ou adquire a preços de descarte proibitivo um recipiente reutilizável no estabelecimento onde adquirir a bebida.
Em comunhão com a Natureza
Nunca é tarde demais, mas já não é cedo para alertar consciências de que o nosso comportamento como cidadãos, empresários, turistas, perante o Ambiente, dita a sustentabilidade ou o insucesso do desenvolvimento económico e social através do Turismo, da região onde habitamos.
“Do parapente à caminhada, passando pela espeleologia, escalada, passeios de BTT, birdwatching, canoagem, mergulho, surf, muitas são as actividades que actualmente estão ao dispor do público em geral, seja no ar, na terra ou na água.” Segundo o Instituto para a Conservação da Natureza, é responsabilidade inalienável de todos os praticantes de actividades de ar livre o respeito pela natureza, biodiversidade, património cultural e populações locais.
O que vemos em algumas esplanadas são beatas no chão, mesmo existindo cinzeiros em cima das mesas. O que vemos nas bermas das nossas estradas, dos caminhos e trilhos, no percurso de algumas rotas são garrafas vazias de plástico, garrafões, sacos, papeis, lixo; sinalética deteriorada ou ilegível; tudo isto demonstra uma autêntica ausência de ética, de cidadania, um ataque ao ambiente, e um total desrespeito pela segurança e bem-estar das pessoas.
Do fundo do mar e das nossas praias são retiradas anualmente toneladas de lixo e de produtos contaminantes da fauna
marinha.
Do outro lado encontramos traçados de rotas sem qualquer segurança para cicloturistas, pedestrianistas, automobilistas.
O substancial aumento de turistas e visitantes, porque “Portugal é IN” devido sobretudo a transportes baratos, insegurança noutros países, parece ter despertado a ganância desmedida de vender, por exemplo, 25 cl de água por 2 Euros em alguns cafés, restaurantes, esplanadas. Depois, quando vier a pacificação (espero que por meios pacíficos), lamentamos a nossa má-sorte no funeral da "galinha dos ovos d'oiro".
Hábitos de consumo e de comercialização terão de mudar. Por maiores compromissos que Tratados prevejam, e boas vontades neles se professe, de nada vale se não começarmos por respeitar e exigir o respeito pelo Código de Ética Mundial para o Turismo. Talvez começar por proibir o consumo e venda de bebidas em embalagens descartáveis. O comprador ou traz cantil ou adquire a preços de descarte proibitivo um recipiente reutilizável no estabelecimento onde adquirir a bebida.
Em comunhão com a Natureza
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Nós é que escolhemos
Santa Bárbara tem protegido crentes e não-crentes de chuvadas, trovoadas e tempestades nos dias santos e nos dias de feriado, sendo nós, consequentemente, abençoados com dias radiosos de sol, que motivam os viajeiros, turistas e aventureiros, sob o manto protector de São Cristóvão, a descobrirem recantos deste bonito Portugal, à procura de emoções nas paisagens e nos sabores, e história e conhecimento na arquitectura e no património.
Nós, que escolhemos como modo de vida, prestar serviços a turistas e visitantes (não gosto do termo correcto “excursionista” quando se deslocam individualmente), e delas dependemos economicamente, ocupamos um lugar privilegiado na roda da sorte, porque o “consumidor” dos nossos serviços vem até nós.
Porém, não sabemos aproveitar, por vezes, as oportunidades, desperdiçando a sorte de termos um mercado que nos procura. Sentimo-nos iguais se, como os nossos visitantes, descansarmos num dia de feriado. Há igualdade, é certo; mas não perdemos a dignidade, se trabalharmos nesses dias, permanentemente com profissionalismo, dando assim resposta à procura que aumenta 6 ou 7 vezes em relação à considerada procura normal. E contribuimos, com a nossa prestação, para a afirmação dos valores inatingíveis do nosso lugar.
Na nossa actividade há gestores que:
* Sabem quantificar a diferença entre o resultado de estar aberto e as compensações financeiras que têm de pagar por trabalho em dia de feriado.
• E também há outros que sabem adequar o tipo de oferta ao volume de procura de forma a servir todos de uma forma fluente, optando por BUFFET, BARBECUE, Do it Yourself, etc.
•E há aqueles que pura e simplesmente decidem “que me importa que seja feriado; é dia de estar fechado, fecha. Pronto”. Estes são os que escolheram o MODO DE VIDA errado.
O que é chato é que, durante o ano, queixam-se que a “Santa Câmara” não faz nada para resolver o problema deles – a baixa procura de inverno. E não tem nada mais a fazer, para além de manter o território atractivo, atraente e acessível, e criar condições para a livre e individual iniciativa de promoção dos serviços e estabelecimentos de uma forma inovadora e criativa; Simplesmente pela razão de que as receitas são para eles e não para a autarquia.
Não havendo iniciativa de procurar o mercado, de o atrair com novidades, de promover a qualidade, de garantir ao consumidor a satisfação da maioria e mais importantes expectativas, não há SANTA EDWIGES nem SÃO JOÃO que nos valha.
Outras iniciativas
Nota: Este texto não respeita, deliberadamente, o novo acordo ortográfico, porque entendo que a etimologia da palavra é a raíz que sustenta a história de uma língua.
Na Natureza
Nós, que escolhemos como modo de vida, prestar serviços a turistas e visitantes (não gosto do termo correcto “excursionista” quando se deslocam individualmente), e delas dependemos economicamente, ocupamos um lugar privilegiado na roda da sorte, porque o “consumidor” dos nossos serviços vem até nós.
Porém, não sabemos aproveitar, por vezes, as oportunidades, desperdiçando a sorte de termos um mercado que nos procura. Sentimo-nos iguais se, como os nossos visitantes, descansarmos num dia de feriado. Há igualdade, é certo; mas não perdemos a dignidade, se trabalharmos nesses dias, permanentemente com profissionalismo, dando assim resposta à procura que aumenta 6 ou 7 vezes em relação à considerada procura normal. E contribuimos, com a nossa prestação, para a afirmação dos valores inatingíveis do nosso lugar.
Na nossa actividade há gestores que:
* Sabem quantificar a diferença entre o resultado de estar aberto e as compensações financeiras que têm de pagar por trabalho em dia de feriado.
• E também há outros que sabem adequar o tipo de oferta ao volume de procura de forma a servir todos de uma forma fluente, optando por BUFFET, BARBECUE, Do it Yourself, etc.
•E há aqueles que pura e simplesmente decidem “que me importa que seja feriado; é dia de estar fechado, fecha. Pronto”. Estes são os que escolheram o MODO DE VIDA errado.
O que é chato é que, durante o ano, queixam-se que a “Santa Câmara” não faz nada para resolver o problema deles – a baixa procura de inverno. E não tem nada mais a fazer, para além de manter o território atractivo, atraente e acessível, e criar condições para a livre e individual iniciativa de promoção dos serviços e estabelecimentos de uma forma inovadora e criativa; Simplesmente pela razão de que as receitas são para eles e não para a autarquia.
Não havendo iniciativa de procurar o mercado, de o atrair com novidades, de promover a qualidade, de garantir ao consumidor a satisfação da maioria e mais importantes expectativas, não há SANTA EDWIGES nem SÃO JOÃO que nos valha.
Outras iniciativas
Nota: Este texto não respeita, deliberadamente, o novo acordo ortográfico, porque entendo que a etimologia da palavra é a raíz que sustenta a história de uma língua.
Na Natureza
segunda-feira, 20 de março de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Em forma de homenagem a Manuela Azevedo
Apesar de relatar factos e recordações, recusei chamar Epístola a este diálogo, por respeito àquilo como se definia enquanto cidadã: “Republicana, Socialista e Laica”.
Lembro-me, D. Manuela, de a ver conduzir com muito cuidado, porque a visão estava a diminuir, o seu automóvel Fiat 124 de cor amarelada. Ficava, nessa altura, na Quinta de Santa Bárbara. Era o ano da minha vinda para Constância, em 1993. Tinha eu 40 anos e a senhora 82.
Seguidamente conheceu a Casa João Chagas. Preferiu o primeiro quarto que lhe mostrei que eu tinha denominado “Constância" – o 102. E passou a ficar lá, pelo menos por 100 vezes desde esse ano até talvez 2008.
Por causa do enfraquecimento progressivo da vista, passou a vir com sua irmã Maria Alexandre e seu marido Jorge Maria Bessonne Basto, no Fiat Tipo que possuíam. E quando ele não estava disponível, apanhava o comboio desde Santa Apolónia até ao Entroncamento onde o Fernando do Jardim-Horto e, depois da sua prematura partida a São, a recebiam e transportavam para Constância.
À chegada não ia logo descansar; só ao fim da tarde, porque mais importante para si era o Jardim-Horto e a Casa-Memória de Camões, que necessitava de desbloqueamento de verbas para terminar a recuperação. E ultrapassou obstáculos, moveu montanhas, mas conseguiu o desbloqueamento. E as obras recomeçaram. E terminaram no seu tempo.
Lembro-me do convite que lhe fiz para jantarmos todos uma refeição por mim confeccionada na Casa João Chagas (dotada apenas de uma escassa copa e 1 fogão caseiro): a senhora, a irmã e marido, um outro cliente – jornalista - , minha mulher e eu. Perguntou-me que sopa era aquela.
- Sopa Dama Branca, respondi .
Provou, e gostou, com aqueles croutons estaladiços. Não resistiu a repetir o Lombo de Porco Estufado. Eu tive o cuidado de chamar a atenção de não ser cozinheiro, mas gostar experimentar. Perguntou-me por que razão eu oferecia o jantar. Respondi-lhe que a minha filosofia era a de Turismo de Habitação, em que o cliente é uma pessoa, tem sentimentos, e não um número; que o turismo é feito de relações humanas. Foi nesse jantar que me confidenciou a sua outra paixão: Aprofundar a vida de São Frei Gil de Santarém, especialmente as lendas e histórias sobre a si. No dia seguinte o jornalista confidenciava-me:
- Esta senhora é daquelas personagens difíceis de entrevistar, porque têm um raciocínio rápido e mudam muito depressa.
E aquele dia chegou; o dia em que as maiorias decidiram em assembleia, e o consequente desabafo que teve comigo, sentada numa das cadeiras da esplanada de O Café da Praça com um semblante triste, deprimido:
- Nunca mais volto a Constância!...
- Porquê, D. Manuela? - Não me querem cá.
Mas voltou. Porque transformou a prateleira em trono,Voltou porque a foram buscar para a homenagear junto à casa que levantou. E onde uma lápide se descerrou, mas eu não a vi. E tenho pena. Que Deus a acompanhe, D. Manuela, porque o saldo da sua vida foi positivo.
Lembro-me, D. Manuela, de a ver conduzir com muito cuidado, porque a visão estava a diminuir, o seu automóvel Fiat 124 de cor amarelada. Ficava, nessa altura, na Quinta de Santa Bárbara. Era o ano da minha vinda para Constância, em 1993. Tinha eu 40 anos e a senhora 82.
Seguidamente conheceu a Casa João Chagas. Preferiu o primeiro quarto que lhe mostrei que eu tinha denominado “Constância" – o 102. E passou a ficar lá, pelo menos por 100 vezes desde esse ano até talvez 2008.
Por causa do enfraquecimento progressivo da vista, passou a vir com sua irmã Maria Alexandre e seu marido Jorge Maria Bessonne Basto, no Fiat Tipo que possuíam. E quando ele não estava disponível, apanhava o comboio desde Santa Apolónia até ao Entroncamento onde o Fernando do Jardim-Horto e, depois da sua prematura partida a São, a recebiam e transportavam para Constância.
À chegada não ia logo descansar; só ao fim da tarde, porque mais importante para si era o Jardim-Horto e a Casa-Memória de Camões, que necessitava de desbloqueamento de verbas para terminar a recuperação. E ultrapassou obstáculos, moveu montanhas, mas conseguiu o desbloqueamento. E as obras recomeçaram. E terminaram no seu tempo.
Lembro-me do convite que lhe fiz para jantarmos todos uma refeição por mim confeccionada na Casa João Chagas (dotada apenas de uma escassa copa e 1 fogão caseiro): a senhora, a irmã e marido, um outro cliente – jornalista - , minha mulher e eu. Perguntou-me que sopa era aquela.
- Sopa Dama Branca, respondi .
Provou, e gostou, com aqueles croutons estaladiços. Não resistiu a repetir o Lombo de Porco Estufado. Eu tive o cuidado de chamar a atenção de não ser cozinheiro, mas gostar experimentar. Perguntou-me por que razão eu oferecia o jantar. Respondi-lhe que a minha filosofia era a de Turismo de Habitação, em que o cliente é uma pessoa, tem sentimentos, e não um número; que o turismo é feito de relações humanas. Foi nesse jantar que me confidenciou a sua outra paixão: Aprofundar a vida de São Frei Gil de Santarém, especialmente as lendas e histórias sobre a si. No dia seguinte o jornalista confidenciava-me:
- Esta senhora é daquelas personagens difíceis de entrevistar, porque têm um raciocínio rápido e mudam muito depressa.
E aquele dia chegou; o dia em que as maiorias decidiram em assembleia, e o consequente desabafo que teve comigo, sentada numa das cadeiras da esplanada de O Café da Praça com um semblante triste, deprimido:
- Nunca mais volto a Constância!...
- Porquê, D. Manuela? - Não me querem cá.
Mas voltou. Porque transformou a prateleira em trono,Voltou porque a foram buscar para a homenagear junto à casa que levantou. E onde uma lápide se descerrou, mas eu não a vi. E tenho pena. Que Deus a acompanhe, D. Manuela, porque o saldo da sua vida foi positivo.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
ET 27 e os Hoteleiros
Uma das linhas orientadoras presentes na Estratégia para Turismo até 2027 é diminuir as Assimetrias Regionais, atender às necessidades das empresas no que respeita à Formação de Recursos Humanos, pugnar por uma Retribuição mais Justa a quem trabalha no sector.
Hotelaria é uma actividade intensa, que provoca desgaste físico e mental merecendo, por isso os seus operadores, condições sociais e financeiras que lhe permitam viver condignamente, para desempenharem as suas tarefas com envolvimento emocional.
Há
hoteleiros (donos de hotéis) que, embora
tenham uma palavra final (geralmente vinculativa) sobre a operação, delegam a
direcção do negócio a gestores profissionais, neste caso o Director de Hotel,
muitas vezes confundido com o hoteleiro, talvez por ter uma grande autonomia.
Não é de
todo impossível que o hoteleiro (dono do hotel), estabeleça uma compensação ao
seu director em função dos resultados de exploração (Lucro antes de Impostos).
Nesta situação, é o dirigente que estabelece a política de salários definida em
função de muitas variantes.
Qual é a diferença entre banqueiro e
bancário?
A diferença semântica entre as
palavras banqueiro e bancário é pequena. Bancário é aquela
pessoa que trabalha em um banco, seja como atendente, caixa, gerente ou outro
cargo. Banqueiro é o dono do banco. Na prática, a diferença entre as duas
profissões é enorme, especialmente no que diz respeito aos ganhos. Enquanto o
bancário tem um salário, os ganhos do banqueiro são determinados pela
performance do banco. Quanto melhor for a actuação do banco, mais o lucro de
seu proprietário.
Nota: Se o escrevesse hoje, seria com
a mesma ortografia, porque entendo que a etimologia das palavras é a raiz que
sustenta a riqueza cultural de uma língua
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Influência, Tendência, Futurologia
É cada vez mais visível a influência das aplicações online na maneira de as pessoas verem o mundo que as rodeia, mesmo à sua volta, construídas como sendo o caminho possível para alcançar a ilusória perfeição.
Escrevia uma consultora numa revista,
este fim-de-semana, que há muitas pessoas de sucesso, jovens de ambos os géneros, bem sucedidos nos seus empregos, com posses financeiras para viverem uma vida desafogada, que se sentem num estado de inconseguimento, porque ainda não encontraram a pessoa com quem idealizam viver, apesar de procurarem incessantemente o amor das suas vidas, depois de uma experiência falhada, ou
porque buscam a inalcançável perfeição.
Não se consciencializando que ninguém
é perfeito, mas que todos possuímos qualidades e defeitos, essas pessoas
desesperam de tanto esperar e não encontrar.
* Estudos de organismos de análise comportamental perante o mundo online, como o Annual Bright Local Local Consumer Review Survey 2016,indicam que:
84% das pessoas confiam nas opiniões online no mesmo grau
que as recomendações boca-a-boca.
7 em cada 10
consumidores aceitam deixar uma opinião online se lhes for pedido.
90% dos consumidores
têm uma opinião formada de um estabelecimento, produto, ou serviço, lendo menos
de 10 opiniões.
54% das pessoas
visitam o website depois de lerem opiniões positivas.
73% dos
consumidores definem como pouco
relevantes as opiniões com mais de 3 meses.
74% dos consumidores dizem que as
opiniões positivas lhes dão um maior sentimento de confiança num local
business.
58% dos consumidores dizem que a classificação online por
estrelas de um negócio local (café, restaurante), é a mais importante.
* Está em fase
adiantada o desenvolvimento da IoT (Internet das Coisas) e da Inteligência Artificial.
Há poucos dias foi apresentada no stand português na
FITUR a utilização da Realidade Virtual na escolha do destino mais adequado a um determinado turista, em função das suas expectativas e do seu perfil.
Fala-se até
que daqui a alguns anos, pessoas preferirão como companheiro um Robô “masculino” ou ”feminino” à de uma
pessoa humana, porque o “companheiro
electrónico” nunca está de
mau-humor, sabe fazer carícias, trabalha sem reclamar, não dá desculpas de
“fadiga”, cansaço, dores de barriga ou de cabeça. E sabe interpretar e satisfazer as
carências com uma dedicação total e um carinho quase realista.
Por essa
altura, lá para a década trinta deste século, serão pequenos utensílios
electrónicos que estabelecem e fornecem ao chef
as capitações pesadas e medidas rigorosamente ao miligrama ou ao mililitro, e aos clientes as doses com o
conteúdo e gramagem certa consoante o género, faixa etária, doenças de que
padece, estilo de vida.
Uma opção na
reserva de um quarto de hotel será: “Com ou sem Serviço de Limpeza”, porque
cada cliente poderá fazer-se acompanhar do seu fiel Electronic Spouse Mike ou Suzie
– companheiros para todo-o-serviço, inclusivamente higienizar e perfumar o quarto e criar ambientes. a que o seu "human spouse/master" está habituado.
Desaparecerá
a sinalética “Proibida a entrada de animais” simplesmente porque a era da compra/adopção de animais já está ultrapassada.
Nota: Ignorei o recente acordo ortográfico porque entendo que origem das palavras é a raíz que sustenta a riqueza cultural de uma língua.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Turismo para Todos
Vasculhar o baú das recordações inspira.
O título poderia ter por intenção a afirmação do Turismo como uma função inclusiva, que na realidade o é, sob o ponto de vista de acessibilidade; universal; sem barreiras.
O cartão da Agência de Viagens “Tourisme pour Tous” que encontrei, chama a atenção para a competência dessa agência de apresentar programas para todos os gostos e segmentos - Tourisme pour tous (les goûts).
Os recursos humanos, culturais, paisagísticos e materiais concorrem para a escolha de Portugal como um destino turístico multi-emocional. É um chapéu que abriga um mercado diversificado e muitos nichos de mercado.
Um outro chapéu ou Umbrella abriga as diversas actividades de apoio ao turismo e seus agentes e operadores, que eu dividiria em 3 grupos:
• Os que adoram o que fazem porque gostam de ver realizados os seus objectivos, sendo a felicidade dos seus clientes o principal.
• Os que acham que Turismo é uma actividade interessante, que dispõem de fundos ou de acesso a eles, mas não adquirem ou não aprofundam os seus conhecimentos e competências na gestão ou na operacionalidade da actividade que pretendem desenvolver. Constata-se isso em redes sociais, com perguntas que demonstram ignorância do negócio e uma confrangedora ausência de inteligência criativa, necessária numa actividade feita por e para pessoas.
• Finalmente, alguns “caçadores de oportunidades”. Espreitam através das permissividades da lei a oportunidade de aumentarem os seus rendimentos com espaços que dispõem, descurando a verdadeira essência do Turismo: a Socialização Cultural por meio da interacção. Situações do género que ouvi de turistas “esta casa é minha casa, atenção”; “Não faça festas ao meu cão, ele é meu”; “Não pode passear no jardim; são as minhas flores”. “A churrasqueira é para eu juntar os meus amigos para petiscarmos e bebermos uns copos”, são contrárias ao ambiente “Tourisme en famille” que perspectivamos encontrar num “partage de maison”.
Luís Gonçalves - * Como vivo de recordações, não aderi ao recente acordo ortográfico, especialmente porque entendo que a etimologia é a raiz que dá força e personalidade à palavra.
O título poderia ter por intenção a afirmação do Turismo como uma função inclusiva, que na realidade o é, sob o ponto de vista de acessibilidade; universal; sem barreiras.
O cartão da Agência de Viagens “Tourisme pour Tous” que encontrei, chama a atenção para a competência dessa agência de apresentar programas para todos os gostos e segmentos - Tourisme pour tous (les goûts).
Os recursos humanos, culturais, paisagísticos e materiais concorrem para a escolha de Portugal como um destino turístico multi-emocional. É um chapéu que abriga um mercado diversificado e muitos nichos de mercado.
Um outro chapéu ou Umbrella abriga as diversas actividades de apoio ao turismo e seus agentes e operadores, que eu dividiria em 3 grupos:
• Os que adoram o que fazem porque gostam de ver realizados os seus objectivos, sendo a felicidade dos seus clientes o principal.
• Os que acham que Turismo é uma actividade interessante, que dispõem de fundos ou de acesso a eles, mas não adquirem ou não aprofundam os seus conhecimentos e competências na gestão ou na operacionalidade da actividade que pretendem desenvolver. Constata-se isso em redes sociais, com perguntas que demonstram ignorância do negócio e uma confrangedora ausência de inteligência criativa, necessária numa actividade feita por e para pessoas.
• Finalmente, alguns “caçadores de oportunidades”. Espreitam através das permissividades da lei a oportunidade de aumentarem os seus rendimentos com espaços que dispõem, descurando a verdadeira essência do Turismo: a Socialização Cultural por meio da interacção. Situações do género que ouvi de turistas “esta casa é minha casa, atenção”; “Não faça festas ao meu cão, ele é meu”; “Não pode passear no jardim; são as minhas flores”. “A churrasqueira é para eu juntar os meus amigos para petiscarmos e bebermos uns copos”, são contrárias ao ambiente “Tourisme en famille” que perspectivamos encontrar num “partage de maison”.
domingo, 13 de novembro de 2016
Revive para o Turismo
Portugal é
extremamente rico em património. Incontável o número de turistas e visitantes
(portugueses cada vez mais) que, de máquina ou telemóvel em punho, registam em
imagem a exaltação de gerações que nos precederam.
Grande parte
dele foi construído pelos nossos regentes do passado em locais estratégicos para a
defesa do território; outros foram
construídos como símbolo da visão de quem nos regia e do sucesso dos feitos dos
Portugueses e, alguns, ainda, como manifestação de
religiosidade e agradecimento pelas conquistas alcançadas e vitórias ganhas.
Alguns deles, beneficiando de invejável exposição paisagística, foram no passado transformados pelo Estado Português em pousadas que transmitiam ao turista os valores e os sabores de Portugal, sendo imposto ao concessionário a oferta de pratos regionais nas ementas.

Pousada do Porto, Palácio do Freixo, Campanhã, Porto, Portugal
Cheios de
simbolismo, os monumentos guardam trechos de história moderna e contemporânea
que são património daquilo que se convencionou chamar memória colectiva.
A memória
não pode ser apagada sendo necessária a intervenção técnica em muitas
edificações que apresentam elevado estado de degradação e mesmo
alguns problemas de segurança.
·
É
conhecida de todos a dificuldade do estado em acudir financeiramente
a todas áreas essenciais (educação, saúde, segurança). Para essa finalidade elegemos governantes.
·
Todos
sabemos que todos nós somos chamados a pagar as necessárias intervenções no património português através de taxas e impostos, independentemente de usufruirmos ou não dos bens culturais intrínsecos à
monumentalidade de que se falou.
·
Ora,
se um edifício que se pode chamar histórico, apresenta degradação e há
interessados particulares ou empresas na sua reabilitação, a custo zero para o
estado (TODOS NÓS), porquê a oposição,
mesmo antes de se saber se aos promotores da reabilitação e adaptação é exigida a manutenção de um
espaço condigno para a guarda das memórias que determinado monumento encerra, e a
garantia de se manter aberto a visitações?
Que pensar da transformação de Igrejas da Europa e Estados Unidos de mais do que uma confissão religiosa em bares, restaurantes, teatros, livrarias, etc.? Que se saiba não houve manifestações públicas. Perceberam que os ministros desses locais de culto compreenderam que fieis alteraram a sua prática religiosa, que a igreja deixou de ser uma comunidade e factor de união; como consequência as contribuições dos fieis para a manutenção da sua igreja diminuíram a um nível nunca antes imaginado. Foram esses mesmos pastores e sacerdotes que tiveram de imaginar e pôr em prática esta engenharia financeira.
Igreja e Mosteiro de Travanca , Amarante (Beneditinos) na lista de concessão a privados num entendimento entre a Cultura e o Turismo
O programa REVIVE é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, que contribui para a afirmação do TURISMO CULTURAL nas nossas aldeias, vilas e cidades, com todas as vantagens económicas e sociais consequentes.
Fonte
Luís Gonçalves
sábado, 5 de novembro de 2016
Complexidade da Gestão Hoteleira
O título não pretende adjectivar a arte de gerir o ramo da hospitalidade como uma actividade difícil de gerir. É difícil se for exercida por alguém não-preparado e não dotado de sensibilidade, bom senso, qualidade de liderança, conhecimento do negócio e do mercado; se for exercida por alguém incapaz de identificar se as limitações para atingir um objectivo são do foro interno ou externo.

Mas é complexa…
- – Desde logo porque hospitalidade é uma actividade remunerada e, como tal, o gestor tem de estar à frente das tendências do consumidor.
- – A gestão hoteleira é abrangente, envolvendo a interligação de objectivos imediatos com objectivos a médio e longo prazo.
O gestor não alcançará os objectivos em pleno se não conseguir a colaboração entusiasta de todos os colaboradores do empreendimento que, para isso, terão de se sentir motivados. O entusiasmo é fruto não só de uma política de benefícios financeiros e sociais dos recursos humanos, mas, essencialmente, saberem o porquê do seu esforço e sentirem que o seu contributo é reconhecido.
- – Há pessoas que se dão lindamente com trabalhos sob pressão, desempenhando excelentemente a sua tarefa nas horas de grandes movimentações de clientes. Outras há que se sentem mais confortáveis com o sedentarismo e trabalho burocrático e menos desempenhando tarefas sociais. Há que conhece – las para lhes atribuir o posto certo.
- – Recordemo-nos que os operacionais da linha da frente (recepcionistas, barmen, chefe de mesa, etc.) são os que mais contactos têm com os clientes. Muitos clientes desabafam com eles as suas alegrias e tristezas, satisfação ou insatisfação. Se não fosse mais, esta realidade era já suficiente para uma interacção amiúde da direcção com os seus colaboradores.
A infinidade de aspectos ocuparia páginas e páginas, mas, o importante é dar às pessoas a importância que elas merecem, ser apologista de uma política de bem-estar dos colaboradores, que se reflectirá na qualidade dos serviços prestados aos clientes e, consequentemente, na fidelização e conquista mais fácil de vários perfis de consumidor.
Luís Gonçalves
Hoteis na Natureza
Hoteis na Natureza
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Influência das aplicações informáticas na concepção de modelos e de espaços
É impensável
ao hoteleiro ignorar a influência que as plataformas digitais têm sobre o
cliente na maneira de conseguir (com o
significado “réussir” em francês),
estar e de ser, na definição de áreas, funcionalidade e design dos espaços que formam o seu hotel (a estrear ou a
remodelar).
O cliente de
hoje procura essencialmente a eficiência e rapidez de procedimentos para ter
tempo para sociabilizar, como compensação pelo isolamento a que as mesmas novas
tecnologias o condenam.
Os espaços
públicos do hotel tendem a desempenhar
cada vez mais funções socializantes, pela funcionalidade e atractividade que cativam
o Smart Traveller.
* Easyliving
apresenta vídeos, ementas, mostra programação de espectáculos e exposições e permite reservar mesa em restaurante ou
lugares em cinema, teatros, apresenta os trajectos e permite chamar táxi. O
“velho” concierge pertence à geração
Jurássica da hotelaria.
* Quiosques
de Check-in e Check-out Express parece que já são uma realidade.
* O
tradicional balcão de Recepção tem tendência a desaparecer, ou se existir,
ficará localizada num espaço menos nobre do hotel.
Estas
realidades influem não só na (re) definição de espaços, na selecção de
equipamento, na decoração, como também na previsão de necessidades e aptidão
dos Recursos Humanos. Mas, principalmente, deixa uma interrogação no ar: QUAL A
PRINCIPAL VERTENTE DA FORMAÇÃO HOTELEIRA, especialmente na área de Relações
Públicas e Acolhimento?
O que
consigo vislumbrar são amplos espaços no hall
com gabinetes de estética, workplaces
de actividades relacionadas com negócios locais, como artesanato, “oficinas de
culinária de diversas origens”, eventualmente um chef a promover a interactividade com os clientes interessados na elaboração
de experiências gastronómicas com os produtos alimentares que adquiriu numa das
lojas gourmet, zonas de estar, enfim,
um filme num shopping center no qual o
cliente é o actor principal.

Receberá no
seu telemóvel a informação de que o quarto que lhe foi atribuído já está pronto
a ocupar, juntamente com código de acesso ao quarto.
Etiquetas:
Check-Out express,
funcionalidades e design,
Influencia plataformas digitais,
Vertente da formação hoteleira
Gastronomia em Portugal
Não podemos excluír da Gastronomia, vista como a associação de arte, aspectos culturais e sabores, os doces conventuais, dos quais se destacam os Queijinhos do Céu das Irmãs Clarissas. Veja mais abaixo
Turismo Emotivo * Emotional Tourism googleac69fed623e9c4d7.html
Turismo Emotivo * Emotional Tourism googleac69fed623e9c4d7.html
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Santa Lucia - a chama o amor
Santa Lucia, a chama do amor
Simplesmente fabulosa, Santa Lúcia guarda em si muitas histórias de amantes.
Santa Lúcia nasceu para o romance.
Como uma das mais pitorescas ilhas das Caraíbas, que term como ícone as Montanhas Piton é um cenário deslumbrante, com lindas praias com palmeiras e um clima quente tropical, é difícil não reacender a chama do amor ou, mesmo, apaixonar-se de novo em Santa Lúcia.
Uma experiencia que não se esquece é fazer um cruzeiro de catamaran tendo como cenário o pôr-do-sol na costa oeste, desfrutar de um jantar romântico à luz de velas numa praia isolada ou fazer uma sessão de SPA para dois....continua
Santa Lúcia nasceu para o romance.
Como uma das mais pitorescas ilhas das Caraíbas, que term como ícone as Montanhas Piton é um cenário deslumbrante, com lindas praias com palmeiras e um clima quente tropical, é difícil não reacender a chama do amor ou, mesmo, apaixonar-se de novo em Santa Lúcia.
Uma experiencia que não se esquece é fazer um cruzeiro de catamaran tendo como cenário o pôr-do-sol na costa oeste, desfrutar de um jantar romântico à luz de velas numa praia isolada ou fazer uma sessão de SPA para dois....continua
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Em plena comunhão com a Natureza
Eu, quando quero estar com a Natureza, e dela usufruir o que me oferece, não hesito. A minha decisão é imediata, sem arrependimentos. Veja o quê, mais abaixo.
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sábado, 24 de setembro de 2016
A verdade Gastronómica do Bacalhau Desfiado
Os marítimos desta terra ribeirinha nascida da confluência do Zêzere com o Tejo e que se espraia colina acima, encimada pela Igreja Matriz ou de Nossa Senhora dos Mártires, colocaram no património gastronómico uma iguaria de agrado de muitos apreciadores de bacalhau confeccionado de muitas maneiras.
Até à abertura de estradas e ao aparecimento do comboio, os rios eram as auto-estradas de hoje, e as Fragatas, os Cargueiros, os Varinos, os Barcos de-Água-Acima eram os mais velozes meios de transportes de pessoas e de mercadorias, nomeadamente cereais, linho, madeira, carvão, sal, etc., de e para as cidades e vilas ribeirinhas.
E nesta terra as casas ricas e senhoriais situavam-se na primeira linha de água, pertencentes a proprietários de frotas e a outros fidalgos, vivendo o povo nas casinhas rurais situadas encosta acima no meio de olivais e laranjais e hortas.
Transaccionavam-se mercadorias, faziam-se trocas, e cobravam-se favores em benefício de tripulantes, calafates, tarefeiros, que estavam ausentes de sua terra por períodos muitas vezes superiores a uma semana.
“Vá lá, pese mais 10 Kg, que eu dou-lhe um bacalhau…”
Para escapar ao controlo portuário das mercadorias, os bacalhaus secos vinham debaixo de água, presos por um cordel que partia da quilha do barco. Chegados ao fim da viagem, o bacalhau estava suficientemente demolhado.
Ao ouvirem as sirenes que anunciavam a chegada dos barcos, as esposas, familiares e amigos desciam encosta-abaixo, trazendo temperos como azeite, ervas aromáticas, alho, cebola, vinho, broa de milho, etc.
Desfiando o bacalhau para um recipiente, no qual se adicionavam os temperos citados, todos sentados à sombra das frondosas árvores petiscavam o “BACALHAU à MODA DE PUNHETE” acompanhando com o pão e o vinho (História dos marítimos de Punhete contada por Cesaltina, fadista, filha, neta e bisneta de tripulantes de varinos ).
Em 7 de Dezembro de 1836 a Rainha D. Maria II muda, por decreto real, o nome à Vila de PUNHETE para “Notável Vila da Constância”.
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