domingo, 13 de novembro de 2016

Revive para o Turismo


Portugal é extremamente rico em património. Incontável o número de turistas e visitantes (portugueses cada vez mais) que, de máquina ou telemóvel em punho, registam em imagem a exaltação de gerações que nos precederam.

Grande parte dele foi construído pelos nossos regentes do passado em locais estratégicos para a defesa do território;  outros foram construídos como símbolo da visão de quem nos regia e do sucesso dos feitos dos Portugueses e, alguns, ainda, como manifestação de religiosidade e agradecimento pelas conquistas alcançadas e vitórias ganhas.

Alguns deles, beneficiando de invejável exposição paisagística, foram no passado transformados pelo Estado Português em pousadas que transmitiam ao turista os valores e os sabores de Portugal, sendo imposto ao concessionário a oferta de pratos regionais nas ementas.
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Pousada do Porto, Palácio do Freixo, Campanhã, Porto, Portugal

Cheios de simbolismo, os monumentos guardam trechos de história moderna e contemporânea que são património daquilo que se convencionou chamar memória colectiva.
A memória não pode ser apagada sendo necessária a intervenção técnica em muitas edificações que apresentam elevado estado de degradação e  mesmo alguns problemas de segurança.

·        É conhecida  de todos  a dificuldade do estado em acudir financeiramente a todas áreas essenciais (educação, saúde, segurança). Para essa finalidade elegemos governantes.

·        Todos sabemos que todos nós somos chamados  a pagar as necessárias intervenções no património português através de taxas e impostos, independentemente de usufruirmos ou não  dos bens culturais intrínsecos à monumentalidade de que se falou.


 Forte de Peniche

·        Ora, se um edifício que se pode chamar histórico, apresenta degradação e há interessados particulares ou empresas na sua reabilitação, a custo zero para o estado (TODOS NÓS),  porquê a oposição, mesmo antes de se saber se aos promotores da reabilitação  e adaptação é exigida a manutenção de um espaço condigno para a guarda das memórias que determinado monumento encerra, e a garantia de se manter aberto a visitações?

Que pensar da transformação de Igrejas da Europa e Estados Unidos de mais do que uma confissão religiosa em bares, restaurantes, teatros, livrarias, etc.? Que se saiba não houve manifestações públicas. Perceberam que os ministros desses locais de culto compreenderam que fieis alteraram a sua prática religiosa, que a igreja  deixou de ser uma comunidade e factor de união; como consequência  as contribuições dos fieis para a manutenção da sua igreja diminuíram a um nível nunca antes imaginado. Foram esses mesmos pastores e sacerdotes que tiveram de imaginar e pôr em prática esta engenharia financeira.

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Igreja e Mosteiro de Travanca , Amarante (Beneditinos) na lista de concessão a privados num entendimento entre a Cultura e o Turismo

O programa REVIVE  é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, que contribui para a afirmação do TURISMO CULTURAL  nas nossas aldeias, vilas e cidades, com todas as vantagens económicas e sociais consequentes.
Fonte 









Luís Gonçalves


sábado, 5 de novembro de 2016

Complexidade da Gestão Hoteleira


O título não pretende adjectivar a arte de gerir o ramo da hospitalidade como uma actividade difícil de gerir. É difícil se for exercida por alguém não-preparado e não dotado de sensibilidade, bom senso, qualidade de liderança, conhecimento do negócio e do mercado; se for exercida por alguém incapaz de identificar se as limitações para atingir um objectivo são do foro interno ou externo.

Mas é complexa
  • – Desde logo porque hospitalidade é uma actividade remunerada e, como tal, o gestor tem de estar à frente das tendências do consumidor.
  • – A gestão hoteleira é abrangente, envolvendo a interligação de objectivos imediatos com objectivos a médio e longo prazo.
O gestor não alcançará os objectivos em pleno se não conseguir a colaboração entusiasta de todos os colaboradores do empreendimento que, para isso, terão de se sentir motivados. O entusiasmo é fruto não só de uma política de benefícios financeiros e sociais dos recursos humanos, mas, essencialmente, saberem o porquê do seu esforço e sentirem que o seu contributo é reconhecido.
luis-e-nigel
  • – Há pessoas que se dão lindamente com trabalhos sob pressão, desempenhando excelentemente a sua tarefa nas horas de grandes movimentações de clientes. Outras há que se sentem mais confortáveis com o sedentarismo e trabalho burocrático e menos desempenhando tarefas sociais. Há que conhece – las para lhes atribuir o posto certo.
  • – Recordemo-nos que os operacionais da linha da frente (recepcionistas, barmen, chefe de mesa, etc.) são os que mais contactos têm com os clientes. Muitos clientes desabafam com eles as suas alegrias e tristezas, satisfação ou insatisfação. Se não fosse mais, esta realidade era já suficiente para uma interacção amiúde da direcção com os seus colaboradores.
A infinidade de aspectos ocuparia páginas e páginas, mas, o importante é dar às pessoas a importância que elas merecem, ser apologista de uma política de bem-estar dos colaboradores, que se reflectirá na qualidade dos serviços prestados aos clientes e, consequentemente, na fidelização e conquista mais fácil de vários perfis de consumidor.
Luís Gonçalves
Hoteis na Natureza