domingo, 6 de março de 2016

Sinais dos tempos: Diversidades


Que se mantenha a diversidade paisagística da Europa;
Que se mantenham as características e linhas arquitectónicas do património que diferenciam um país de outro;
Que a língua continue a ser a mais nobre expressão da cultura de um povo.
Que se evidencie a identidade no que respeita a história, gastronomia, valores culturais de cada país porque, no resto, em pouco mais se diferenciam uns dos outros. Que estes valores sejam preservados porque são eles que nos identificam na diferença e torna atractivos os países para quem, para si, fazer turismo é um estilo de vida e  um meio para alargar os horizontes culturais.


Divagando

Tal como afirma António Justo em “Pegadas do Tempo” …seria de grande oportunidade uma união de esforços em todo o território lusófono, não só no sentido do fomento de projectos culturais comuns mas especialmente na elaboração e fomento de um espaço económico comum que privilegie o parceiro lusófono tal como as potências privilegiam os seus parceiros imediatos.”

 Não virá mal aos britânicos nem ao mundo caso o Brexit se confirme. Os 55 países- membros da Commonwealth manter-se-ão mais unidos do que nunca e aumentarão a sua cooperação.
https://www.hotelscombined.pt/Hotel/Hotel_Convento_Dos_Capuchos_Moncao.htm?a_aid=94438

A Europa, como comunidade, já não é atractiva; é muito IGUAL entre si em muitos aspectos:  - - Pensa-se de maneira igual;
- os objectivos são parecidos;
- O “nervosismo” dos mercados financeiros e o “stress dos bancos” é rotativo e toca a todos os membros, rotativamente;
- muitas das políticas estão dependentes do Consilium  que, às vezes, antes de decidir, consulta os sábios;  
- o dinheiro vale o mesmo em qualquer país-membro; no modelo económico (discutível por quem sabe), no  modelo social, que descarta a pessoa, que é simplesmente um número que se mantém ou se elimina,  consoante os decretos dogmáticos do diktat, económico e tecnológico e tristemente, um dia , também poderá vir a ser toda igual em mentalidades e valores humanistas…
E o turismo? Temos de valorizar,  enaltecer e promover as nossas diferenças cada vez mais  com maior convicção. Que elas sejam o principal atractivo, porque temos de contar também com o valor económico de destinos concorrentes:

·         O fim do controlo cambial decidido pelo governo do Uruguai  beneficiou a entrada de turistas argentinos naquele país.
Em declarações à imprensa, a ministra de turismo do Uruguai, Liliam Kechichian, o movimento de turistas nas primeiras três semanas de Fevereiro aumentou 11% em relação ao mesmo mês de 2015, tendo o maior fornecedor, Argentina, contribuído com um aumento de 23%.
Para este aumento contribuiu, segundo a ministra, a subida do dólar, o beneficio para os visitantes, e uma inflacção uruguaia muito mais controlada do que a do Brasil ou a da Argentina.
·         A taxa de câmbio dos países emergentes são muito valorizadas pelo mercado  turístico.
Brasil, México e África do Sul são alguns dos muitos países emergentes, onde os turistas podem agora beneficiar de taxas de câmbio vantajosas devido às moedas nacionais fracas. Como resultado, os turistas europeus recebem muito mais pelos seus Euros.


O Turismo Residencial - um nicho a explorar
Felizes aqueles que, ao atingir a reforma podem viver no estilo de vida com que sonharam e para isso trabalharam:
Uns adquirem uma propriedade num país acolhedor,  frente ao mar ou na montanha ou numa pequena vila do interior, com bom clima e sol sorridente;
Outros, levam mais a sério a liberdade e compram uma caravana que lhe proporciona diferentes cenários consoante o seu estado de espírito;
http://constancia.net/website/343/index.htm
Mas outros, porque, segundo o jornal Deutsche Welle – Made for Minds
·          Na Holanda, na Bélgica e no Luxemburgo a eutanásia é legal mas mete medo a muitos idosos que, com receio que os familiares disponham sobre eles, preferem emigrar.
Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e com  capacidade para responder em tribunal, se necessário.. 
E refugiam-se na Alemanha, onde, após uma longa e profunda discussão pública,  o parlamento proibiu o suicídio assistido e criminalizou o comércio com a eutanásia.


Luís Gonçalves